Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/800 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 43 mm
ISO: 250
Horário: 16:45:43
Local: UNIVASF em Juazeiro-BA
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Eu já tinha feito uma foto com uma composição similar a essa, porém, como já iria utilizar outra no dia da respectiva postagem, a deixei apenas no Flickr. Gosto bastante de silhuetas, principalmente quando são com a luz quente do fim de tarde. Resolvi não incluir pessoas nesse registro, justamente porque irei falar delas no decorrer do texto, sendo a metalinguística muitas vezes desnecessária, mesmo a admirando por demais. Sempre fico na reflexão do quanto o excesso de fama, de brilho, de ego, é capaz de ofuscar uma pessoa. É evidente que todos queremos reconhecimento, certo status, visibilidade, importância na sua posição perante a sociedade. É fato que esse destaque pode tornar a pessoa mais eficiente, exemplar, notável. É óbvio também que tamanha influência tem a capacidade de destruir toda a classe, a habilidade, o dom que proporciona a distinção entre uma pessoa e uma personalidade. A importância que certas pessoas adquirem repentinamente é como o vento que apaga uma vela e o mesmo vento que atiça uma fogueira. Aos que são vulneráveis, mente fechada, indisciplinados, cultivadores do superego, a fama só trará benefícios à priori, não restando muito a longo prazo. Ser humilde, simplista, prestativo, é característica intrínseca ao indivíduo, não ao seu status. Mas tais valores cotidianamente se invertem, permitindo que as conquistas e influências sejam perceptivelmente ameaçadas, perdendo credibilidade, deixando o ser escondido em sua própria sombra. Contrapondo a isso, há cidadãos que se tornam personalidades simplesmente agindo em sua forma natural, sem forçar situações, sem ficar se expondo constantemente na mídia. Elas possuem a inspiração, o prazer e as atitudes necessárias para modificar o meio sem requerer o reconhecimento abusivo e ilusório adotado pelos pré conceitos sócio-culturais. É esse o modelo de personificação necessário para as mudanças que queremos em prol de um mundo melhor. A hipocrisia, a prepotência, o superego, não são condições favoráveis à boas práticas interpessoais, sendo interessante abdicar destes para conquistar objetivos maiores.
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