O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

31º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/250 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 240 mm
ISO: 320
Horário: 15:01:22
Local: Estacionamento da UNIVASF em Juazeiro-BA

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Nossa "Pátria Amada Idolatrada Salve Salve" está prestes a receber os dois maiores eventos esportivos do mundo: a Copa de futebol masculino e as Olimpíadas. Para se adequar a todos os requisitos exigidos pelos comitês organizatórios, o Brasil tem realizado inúmeros investimentos visando melhorar significativamente os aspectos relacionados à transportes, recepção, turismo, infra estrutura nos esportes em si, segurança, locomoção em massa de pessoas, saúde, entre outros. Mas será que esse sacrifício todo é realmente válido? Será que os problemas que o país enfrenta não seriam melhor contornados se a logística desses investimentos fosse revertida pra melhorias diretas à população? Como pagaremos [sim, quem pagará a conta serão os cidadãos] esse débito? Impostos e mais impostos a longo prazo vão sanar a dívida que foi  feita pra atender gringos por no máximo, um mês. Enfim. Mas questionarei a segurança, de fato. Perambulado pela UNIVASF vi essa bicicleta estacionada. Teremos que nos modelar em 2 anos o que não fazemos a mais de 500, no aspecto honestidade. Olha que contradição: o nome "comfort", em inglês [leia, INGLÊS] quer dizer "conforto". Mas como é possível ter essa calmaria, sendo que essa mesma bicicleta está entrelaçada em um tubo de ferro através de uma corrente e cadeado? O que está implícito nessa fotografia é deplorável, a meu ver. De quebra, ainda tem a bandeira do Brasil ao fundo, destacando o nível de educação e de segurança que estamos tendo. Sem contar que, como havia dito acima, a foto foi feita em uma universidade, teoricamente, era pra ser um local melhor frequentado no quesito bons costumes. Mas pelo visto, não é permitido confiar nem em quem está procurando uma melhoria intelectual e financeira. A insegurança toma conta do país emergente, onde os policiais têm receio da repressão imposta pela criminalidade, onde os automóveis são recobertos de alarmes e seguros anti furto, as residências são verdadeiros casulos cercados eletricamente, as pessoas não podem andar despreocupadas nas ruas, os arrastões fazem parte dos noticiários internacionais e a cúpula que regimenta nosso futuro é a pior de todas as latrinas. Estamos no mato sem cachorro, tapando o sol com a peneira e esperando o mandacaru dar sombra, enquanto nos espetamos diariamente nas mazelas sócio-político-econômicas.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

30º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/13 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 100 mm
ISO: 1200
Horário: 23:50:13
Local: Ponto de ônibus na Praça da Sementeira em Petrolina-PE

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Definitivamente, esperar é uma virtude rara e preciosa. Acreditar que as coisas vão dar certo, que tudo tem seu momento apropriado e que há um destino, uma linha tênue que rege todos os fenômenos, é uma exclusividade, uma dádiva que poucos sabem aproveitar de fato. O propósito da espera é intrínseco a cada personalidade, está ligado a aspectos importantíssimos, como as nossas necessidades diárias, os paradigmas religiosos, muitos princípios fraternos, estado de espírito momentâneo, e por aí vai... A fé é uma força, um parâmetro que move de modo consistente a espera. Suponho que a fé é a mais real de todas as formas de esperar: é fiel, é profunda, é instintiva, é confiante, é inabalável. A insistência também é um modo de espera, mas que se apresenta de forma diferenciada, onde o que é esperado é tido com um objetivo, ao mesmo tempo, fazendo com que haja um esforço constante pela sua conquista. Por sinal, esperei bastante pra conseguir esse clique, na composição que eu queria, e já estava chegando meia noite e eu não tinha a foto do dia ainda, e o tempo amargurava a minha espera. A falta dele, mais ainda. Acho que valeu a pena! A espera tem um um caráter adimensional, partindo da ideia de que ela é interpretada e aceita por cada um de forma distinta, personalizada, é como um líquido que se adapta ao seu recipiente. No mesmo intervalo de tempo, alguém pode achar que o tem de sobra, e alguém pode crer que ele não dará pra nada. Essa dualidade, essa gama de vertentes que a espera e o tempo proporcionam, dão à vida um sentido especial, uma magnitude expressa por vias modeladoras. Cada coisa em seu tempo, com sua hora, lugar, contexto. Cabe a você trabalhar sua capacidade de espera e paciência, se apegando a isso como sacrifícios que serão posteriormente recompensados. É como a sabedoria popular cita: "Quem tem pressa, come cru".

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

29º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/100 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 146 mm
ISO: 400
Horário: 12:55:49
Local: Espaço destinado aos eventos do carnaval em Juazeiro-BA

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Tudo na vida possui seus ciclos, sejam eles pequenos, grandes, perceptíveis, adequados, inconvenientes, amedrontadores, singelos, cativantes... Essa renovação constante é que rege perfeitamente bem toda essa inestimável aventura que resolvemos chamar de Planta Terra, por um motivo bem óbvio: é composto por 71% de água. Se assuste não, faz parte do enigma nada ter razão, afinal, do que seria válido se soubéssemos de todos os segredos que nos circundam? Não teríamos propósitos algum, seria bastante vertiginoso acordar e saber que não iríamos tomar café a noite, mas sim, nos deparar com uma surpresa desagradabilíssima. E precisamos conviver constantemente com essa percepção de tempo e espaço no qual fixamos nossas bases. O montar e desmontar dos ciclos impregnam o subconsciente de martírios e de cicatrizes, ou de alegrias e prazeres inesquecíveis. A mistura deles é importante, aprendizados geralmente advém de situações críticas, e não de zonas de conforto. É a sensibilidade de sintetizar e interagir com a personificação do nosso mundo, aquele eu, o ego, que vai moldando a intensidade dos nossos ciclos, verificando a importância de cada um para nossa propagação diária, o que é preciso modificar em uns, e os que precisam deixar de serem ciclos e serem parâmetros lineares, com repetição invalidada por não cometerem benefícios ao nosso cotidiano. Em determinadas paradas desses ciclos, é preciso o apoio, a assistência de alguém que nos proporciona o conforto do afeto, do carinho, do amor incondicional, aquele que nos pega no colo pra sanar a dor que aterrorizava a nossa pegada que, anteriormente, nos levava pra onde desejávamos, e agora, remete-nos a uma direção que, se fecharmos os olhos, a confiança fará sua parte e a amizade funcionará como um guia mestre, onde a dádiva da conquista será materializada. E mudar é bom, é fundamental, é determinante. Mude sua rotina, mude seu cabelo, sua barba, seu jeito de cumprimentar seus amigos, familiares, pessoas na rua e pessoas que têm contato na faculdade ou na vizinhança. Mude seus hábitos, remova seu ego prepotente e ponha a face da compreensão, da amizade, da perseverança, da fé. Mude, adapte seus ciclos, remova os que não te fazem falta, inclua o que te fazem bem. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

28º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/320 s
Abertura: f/10
Distância focal:  96 mm
ISO: 200
Horário: 12:55:49
Local: Imediações do campus da UNIVASF em Juazeiro-BA

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Como podem perceber pelo horário, o sol estava à pino. Aqui nesse Vale é complicado, divisa de Estados e parece que o povo é egoísta que só, ou onde cada um tem o seu sol, ou é um sol pra cada cidade. Tem condições de um sol fazer esse estrago todo não: ô calor medonho. Era quase 13 h e eu estava pedalando em direção à UNIVASF, passar a tarde toda que Deus deu assistindo aulas, quando vi um carrinho de água de coco! Na situação que me encontrava, só um chuveiro com bastante água gelada pra ficar melhor! Tive que parar, tanto pra tomar um pouco quando pra clicar. Até a cor da casa foi um chama, combinando com a temática e contribuindo pra composição. Uma coisa puxou a outra. Chegando lá na porta, aquele velho grito foi dado: "Ô de casa!!!"; não demorou nada pra aparecer uma senhora e responder: "Vá dizendo meu filho!". Pronto, já era! Vou me hidratar e já ganhei de quebra o alvará pra tirar a foto sem ser indagado pra que é, pra onde vai, quem sou eu, é pra que site, é pro jornal? Pedi aquele copão de 500 mL e parti pro abraço. Atravessei a rua e fiquei na sobra do nim, escutando o cantarolar dos passarinhos e degustando minha saborosa, nutritiva e refrescante água de coco. Esperei a senhora se ausentar da porta da casa e cliquei, e a água já ia quase no fim, deixando aquele gostinho de quero mais, e mais! O que quero deixar como ideia: mesmo com as chuvas recentes, o clima continua bastante quente, o calor está incomodando demais. Devido a isso, o corpo perde bastante água por transpiração, reduzindo grande parte dessa perda pela urina. Essa minimização de água passando pelos rins pode acarretar diversos problemas, como cálculo renal, vulgarmente chamado de pedras nos rins. É preciso consumir muita água, principalmente nessa época do ano, facilitando que os processos físico-químicos do corpo continuem a serem exercidos de forma saudável. Isso sem citar inúmeros outros problemas causados pela escassez de água no corpo: falha na memória, pele ressecada, visão embaçada, rachaduras nas mãos e pés, indisposição pra fazer atividades diversas, redução na qualidade da digestão, etc. E não confunds fome com sede! O mecanismo da sensação de sede é tão fraco, que com frequência, 37% dos humanos a confunde com fome. Consuma água a todo momento, 2 a 3 litros por dia, não espere o corpo apresentar fortes sintomas da falta dela. 

domingo, 27 de janeiro de 2013

27º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/25 s
Abertura: f/4
Distância focal: 25 mm
ISO: 1600
Horário: 19:15:21
Local: Na minha humilde residência em Petrolina-PE

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Recentemente, foi criada em Petrolina-PE, uma associação para proteção de animais de rua, denominada PROTEGER. Apesar da sua localização, o grupo atua também nos Perímetros Irrigados e na cidade baiana de Juazeiro. Devido a diversos fatores, como o descaso público para com os animais, os maus tratos proporcionados por parte da população, a eminência de doenças transmitidas pela falta de cuidados básicos e pela proliferação em larga escala os animais, alguns alunos, voluntários e profissionais de diversas áreas promoveram a criação dessa instituição, agora devidamente legalizada, sem fins lucrativos, visando principalmente a conscientização mais eficiente pertinente às atitudes que necessitam ser tomadas em prol de modificações na qualidade de vida desses animais e as causas que propiciam o abandono desses ao leu. O poder público tem sua parcela de culpa no processo a partir do momento que se isenta parcialmente da responsabilidade de cuidar dos animais que estão nas ruas, não promovendo de forma eficaz as campanhas visando a castração e a vacinação dos mesmos [além da remoção e tratamento em abrigos especializados] e campanhas para conscientização popular acerca dos direitos e deveres relacionados à temática abordada. A população passa a contribuir diretamente a partir do momento que renega seus animais, por vários motivos, a maioria deles, banais e inaceitáveis: doença, a fêmea ficou prenha ou teve cria, acidente com ou causado pelo animal, falta de tempo pra dar atenção e cuidar da higiene, idade, porte inadequado para o espaço de criação, dentre outros. A fim de minimizar tais problemas, a Associação PROTEGER [acesse o link no nome] tem realizado diversas campanhas conscientizadoras e feirinhas de adoção de animais provenientes das ruas. E tem sido um sucesso! Uma faixa de 35 a 45 animais são retirados das ruas a cada mês, sendo posteriormente alimentados, dessedentados, vermifugados, vacinados, castrados e enfim, adotados! Por ser uma instituição sem fins lucrativos, é preciso alguma forma de gerar renda para manter o projeto. Rifas de objetos doados, venda de alimentos e utensílios pet na feirinha, bem como a caixinha de doações são os meios que estão sustentando financeiramente a associação. A Prefeitura bem que poderia contribuir com o aluguel da sede ou com alguns itens de manutenção indispensáveis, como alimentação, limpeza, água, energia, areia específica e transporte. Mas enfim, sabemos que adotar é tudo de bom! Os animais sabem retribuir o carinho, cuidados e atenção que são cedidos a eles. É fato que seus dias serão diferenciados, bem mais divertidos na ótima compania de um animal de estimação. Experimente , adote, é uma sensação única e uma atitude de grande valia, socialmente e pessoalmente..

sábado, 26 de janeiro de 2013

26º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/500 s
Abertura: f/10
Distância focal: 109 mm
ISO: 200
Horário: 14:01:59
Local: Anel viário na chegada de Petrolina-PE

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E justamente no dia que resolvo escrever algo sobre o trânsito, fui abordado em uma blitz e requisitado pra fazer o teste do bafômetro. Como havia respondido ao policial, eu não tinha consumido nada alcoólico e o aparelho confirmou minha tese. Perfeitamente legalizado, terminei meu percurso rumo à minha casa, pensando no que vi a tarde e no que escrever por cá. Acho digno as autoridades pegarem pesado no que se refere à dirigir embriagado. A partir do momento que o motorista assume a direção estando alcoolizado, seja lá em qual dosagem, ele passa a arcar com toda e qualquer consequência gerada pela sua atitude insana. Atropelamentos, colisões, brigas, capotamentos, dentre outros, são péssimas possibilidades eminentes que o cidadão passa a vivenciar, colocando sua vida e a de outras pessoas em risco. Concordo plenamente com uma campanha contra a embriaguez ao volante em que se intitula "Não foi acidente" [por sinal, passe no link e assine a petição], referenciando a ideia de que falei acima: se bebeu e dirigiu, sabe o que poderá ocorrer e assina embaixo se responsabilizando pelo que houver. Além disso, pequenos incidentes automobilísticos acontecem frequentemente nas cidades, em boa parte dos casos, decorrente também pela imprudência, imperícia, pressa, despreparo e audácia em demasia por parte dos motoristas. E se tratando de desrespeito no trânsito, nada mais válido que citar a eterna briga por espaço entre motociclistas e motoristas. Os primeiros, sempre mais ágeis, creem que podem fazer de tudo na via, sendo muitas vezes vítimas fatais de acidentes que seriam perfeitamente evitados se houvesse um pouco mais de conscientização por parte de ambos. A moto é um veículo bastante útil, porém tem a peculiaridade de ser frágil e deixar o piloto em condições extremas de insegurança e vulnerabilidade ao passar por uma situação de risco. Mas o trânsito também é feito de pedestres e bicicletas. E pela hierarquia, os maiores sempre têm que respeitar os menores, e o pedestre tem total preferência no que diz respeito à sua segurança. Porém, tem seus deveres também, e se não realizados, podem interferir diretamente na fluidez do tráfego. As bicicletas voltaram com tudo nos últimos cinco anos, com a onda verde, preservação ambiental, redução de emissores de gases do efeito estufa, condições de melhoria na qualidade de vida, entre outros. É um transporte que pode ser facilmente utilizável, prático, eficiente, economicamente viável, e que contribui diretamente na qualidade de vida de quem a utiliza e na qualidade ambiental. O que resta é haver uma consciência generalizada para evitar que notícias tristes venham à tona, sobre acidentes no trânsito. Dirija com cautela, respeite as leis e os pedestres e ciclistas, tenha a percepção de 'dirigir pelo outro', seja educado e paciente, que dessa forma as situações tendem a serem evitadas ou a se revolverem de forma pacífica.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

25º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/640 s
Abertura: f/8
Distância focal: 53 mm
ISO: 400
Horário: 09:25:53
Local: Casa de vegetação da UNIVASF em Juazeiro-BA

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Acordei cedo nesta sexta feira. Não que isso seja novidade, mas o carnaval tá mandando ver na avenida, muita diversão, e a noite fica pequena pra conciliar sono e rua e afazeres cotidianos. Tem que lembrar das prioridades, das responsabilidades, dos estudos, e por isso mesmo estive de pé às 6 e meia. Certo que a aula está marcada pra 8 h, mas tem que alimentar aquela preguiça, tomar banho, comer bem, arrumar a mochila, a cama, e deixar tudo nos devidos conformes... Admito que em certos momentos abandonei aquele discurso de dedicação, de disciplina, de coragem! O sono é algo destrutivo, se não condicionado corretamente, mas lembrei que a tarde poderia tirar um cochilo, por isso agilizei meu lado e fui pra UNIVASF. Chegando por lá, constatei algo que já povoava meus pensamentos: se tem carnaval, tem feriado, e é bem hoje. Poxa, pensei, que viagem em vão! Fui na sala de aula e o aviso gritava bem alto pra mim, e juro que ele sorriu sarcasticamente e zombou da minha cara ao dizer que em virtude do feriado, não haveria aula. Já estava lá mesmo, resolvi dar uma passadinha na casa de vegetação pra conferir como andavam as mudas de árvores  que  plantei. Dos 92 sacos contendo solo, 81 apresentavam mudas lindas, viçosas, diversas! Tem de tudo um pouco, passando por jacarandá da bahia [em extinção], cajú, flamboyant, ipé amarelo [em extinção], tamboril, mulungu, angico... Fiz uns tratos culturais nelas, poda, limpa, rega, replantei os sacos que as sementes não apresentaram a devida viabilidade de germinação, molhei todas e constatei: que prazer é esse que me dá em cuidar da natureza! Da última remessa, foram 230 mudas, todas elas transplantadas em escolas, no INEMA [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos], em um condomínio que um amigo meu frequenta, na própria universidade, e algumas levadas pra os perímetros irrigados em Petrolina e domicílios do pessoal que trabalha com a limpeza na UNIVASF. Não me contento e quero sempre mais. Fico triste com essa geração Restart, revolucionários que ficam sentados em frente a um notebook, e acham que podem assim criar o mundo que tanto desejam. Ou você é a mudança que espera ou nada se altera. Tão bom uma sombra de uma árvore, ótima a colheita dos seus frutos, uma rede balançando na fresquinha, ter o prazer de ver a semente germinando, depois participar do processo de crescimento, transplantio, e respirar forte pensando: se cada um plantasse uma, surgiria um efeito enorme! A natureza agradeceria bastante se fosse melhor cuidada pelo homem, este que se acha auto suficiente e que os recursos não são extinguíveis. Só lamento. Reza a lenda, que na vida, a pessoa tem que realizar três coisas pra cumprir sua estadia na Terra: ter um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. Vamos começar pelo mais fácil, que é plantar uma muda? Todos apoiam essa ideia, e a natureza agradece!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

24º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/100 s
Abertura: f/4.5
Distância focal: 74 mm
ISO: 1600
Horário: 18:02:17
Local: Espaço destinado ao carnaval em Juazeiro-BA

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Simbóra gente linda, que o carnaval chegou! Iniciadas as semanas mais movimentadas do ano, em que as ruas se enchem de pessoas dançando, beijando, se divertindo, tomando umas e correndo atrás do trio elétrico, à priori, criado por Osmar e Dodô, e denominado Fobica! Milhares de foliões curtindo a diversidade baiana do axé, pagode, reggae, pop, rock, distribuídos entre palcos e o amplificador de som mais famoso do mundo! É um período especial por demais pra quem mora na Bahia de Todos os Santos, é festa pra todo lado, é cultura, é história... Dizem por cá que o ano baiano só começa depois do carnaval! Antes disso, ficamos de férias, nos preparando pra meter dança na avenida! Grandes artistas regionais se apresentam, cantando novas e velhas canções, marcantes pra uns, pra outros, nem tanto. Há também uma elevadíssima movimentação financeira, questionada de certa forma, por alguns. Toda a logística requer bastante investimento, tanto na organização, na divulgação, contratação de bandas, estrutura, segurança, limpeza... e saúde. Estudos apontam uma enorme disparidade questionável sobre as despesas com a remediação dos eventos causados nos carnavais. O gasto com hospitais, por exemplo, superam as expectativas, se apresentando como uma atitude com as consequências já previstas, e sem a devida providência tomada pra amenizar a situação. Há um elevado gasto de água e um aumento significativo no consumo de energia elétrica. Porém, a população tem o direito ao divertimento proporcionado pelo poder público, e este tem o dinheiro suficiente pra financiar isso, fruto da arrecadação indiscriminada de tantos impostos. O que acontece é que a administração desses recursos é feita de forma indevida. Enfim, coloquem suas fantasias, caiam na gandaia, façam por onde curtir os festejos da melhor maneira possível, sem confusões, bebendo com moderação, conscientemente, não dirigindo depois se estiver alcoolizado, beijando muito, pulando e dançando bastante,  colocando a educação e a compreensão em primeiro plano, pois quando a massa do povão vim naquele empurra empurra que só quem já deu uma volta no trio sabe, você tem que se misturar! Quem é, sabe. Sorria, você está na BAHIA, meu rei! 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

23º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 0.3 s
Abertura: f/4.5
Distância focal: 18 mm
ISO: 1600
Horário: 18:31:56
Local: Orla de Juazeiro-BA, visualizando a ponte Presidente Dutra

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A primeira vez que vim no Vale foi em 2000, com meu pai e um amigo nosso, trazer um caminhão da Coelba (Compania de Eletricidade do Estado da Bahia) pra um conserto. Lembro perfeitamente bem quando estava amarrando o cadarço, dentro do caminhão e já rodando perto da orla, quando meu pai disse: anda, levanta pra ver o Velho Chico! Fiquei foi perdido com tanta água de tonalidade esverdeada passando sob a Ponte Presidente Dutra; 800 m de extensão, interligando Juazeiro-BA e Petrolina-PE. Eu, acostumado a ver rios de no máximo 2 m de largura, pois na minha região, Jacobina, não tem mananciais desse porte, de repente ver aquele mundo de água, foi marcante. Mas foi ao mesmo tempo, um déjá vu, sabe! Senti, ao entrar em contato com aquela atmosfera semi árida, sol à pino, ar seco e ruas movimentadas, que um dia, ali, teria tudo pra ser 'meu lugar'. Voltei pra Jacobina no mesmo dia, mas antes andei um pouco com meu pai e fiz alguns registros. Nada de fotos bem elaboradas, apenas composições de grande valor sentimental e servindo como registro do local onde fui. Mas aquela cidade ficou nos meus pensamentos de garoto aos 13 anos, como um desejo, uma aventura, talvez, um desafio. E esse desejo foi adormecido, ficou em estado de latência por 9 anos, aflorando novamente em 2009. Nessa época, eu já tinha feito 5 períodos de Licenciatura em Geografia na UNEB (Universidade do Estado da Bahia), e já tinha feito um curso técnico de Eletromecânica no SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), ambos em Jacobina. Mas resolvi deixar isso de lado e tentar algo mais, ver se aquele desejo se tornaria, de fato, um desafio a ser vencido. Depois de conversar com meus pais, decidimos que eu viria embora pra cá, e o ingresso de minha irmã na UPE (Universidade de Pernambuco) pra cursar Fisioterapia auxiliou bastante. E aqui cheguei, pra morar, em 29 de Janeiro de 2009. Cruzei novamente aquela ponte, que eu me assustei ao passar por ela ainda estreita [posteriormente, as vias foram duplicadas], dentro do caminhão, todo bobo com tanta água corrente! À priori, fui fazer cursos pré vestibulares, pra tentar minha sonhada vaga em Engenharia Agrícola e Ambiental, na UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco), vaga essa obtida com êxito no fim de maio! E sabe aquela ponte que passei todo receoso em 2000? Atravesso ela hoje, várias vezes ao dia [moro em Petrolina, mas estudo em Juazeiro], todo orgulhoso por ter conseguido fazer com que o desafio se tornasse realidade. E faço o percurso sentindo o mesmo prazer de sempre, observando as mudanças, agradecendo a Deus pela oportunidade e pelas condições que me permitem batalhar pelos meus próximos objetivos. Meus pais estão impreterivelmente nesses agradecimentos, afinal, o que seria de mim sem todo o amor, a atenção, o apoio que eles me dão? E por cá estou, seguindo meus passos diariamente, cruzando esse lindo rio [onde a cor da água mescla entre o esverdeado e o barrento] seja de bicicleta, de moto ou a pé. Quando você deseja ardentemente alguma coisa, todo o universo conspira a seu favor. Fé, força de vontade, atitude e um pouco de sorte, arrume a mochila, ponha nas costas e vá em busca do que realmente deseja, seja lá o tempo que for preciso pra isso.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

22º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/100 s
Abertura: f/5
Distância focal: 55 mm
ISO: 800
Horário: 17:54:31
Local: Orla de Juazeiro-BA, observando Petrolina-PE

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Confesso que os dias têm sido corridos, principalmente nas terças e quintas. Terça-feira tenho aulas de 7 às 12 h e 13 às 18 h, deixando bastante escasso o tempo livre pras demais atividades extra universidade. Mas tenho que dar continuidade ao blog, impossível pensar em parar apenas no 22º dia! É um projeto pra o ano TODO! Daí, o olhar tem que estar aguçado, ter sorte, ou criar uma oportunidade. E foi o que aconteceu! Saindo da aula de tardezinha, muitos trovões, raios e chuva abençoavam o Vale, deixando os sertanejos pulando de alegria, ao mesmo tempo que deixava os produtores de uvas preocupados, pois a exposição do parreiral à quantidades descontroladas de água não favorecem à qualidade exigida pelos mercados consumidores para os seus produtos. Que contradição! Pra eles, é preferível a irrigação, pois há um controle adequado da quantia de água diária suficiente pra suprir as necessidades do cultivo. Sempre que saio da aula nesse horário, dou uma volta pela orla fluvial, observando as pessoas fazendo atividades físicas, outras passeando com animais de estimação, outras batendo um simples papo cotidiano, outras trabalhando, outras fazendo absolutamente nada... Cliquei essa imagem no intuito de mostrar o temporal que estava caindo por trás da cidade de Petrolina-PE, mas observando com mais cautela, criticamente, percebi a controvérsia de valores adotados nas duas orlas. De um lado, prédios altos, habitados pela elite Petrolinense, e do outro, uma barraca. Disposta diretamente no solo, sem proteção alguma, sem comprometimentos à encargos tributários, sem energia elétrica, água potável, sem saneamento básico, sem condições de moradia. Mas lá mora, gente, da gente, gente que passa despercebida aos olhares do poder público, menosprezada, discriminada, vivendo à mercê das más atitudes políticas adotadas diariamente. Residir praticamente no mesmo local, em margens distintas, nem sempre é indicativo de qualidade de vida boa. Orla por orla, os dois fazem parte dela, mas um praticamente ver o abismo social de lá de cima, da sua cobertura, e o outro ver sua realidade cruel e avassaladora de perto, cara a cara, imaginando que se aquela chuva vir pro lado dele, a noite será acordada, tirando água da barraca com uma vasilha seca de margarina. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

21º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/5 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 179 mm
ISO: 1600
Horário: 20:02:56
Local: Rio São Francisco em Petrolina-PE

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Indo pra casa nessa noite, depois de um longo e cansativo dia na universidade, percebo a movimentação dos pequenos pescadores no Rio São Francisco. O solitário senhor com sua singela canoa desliza sorrateiramente pela superfície das águas barrentas, proveniente das ótimas chuvas que têm abençoado o sofrido solo nordestino. Falando em chuvas, o céu estava bastante carregado, lindas nuvens de trovoadas pairavam no Vale. Mas isso não era empecilho para o pescador [de ilusões?] ir em busca do seu pão de cada dia. Com toda certeza, ao sair de casa, deixando a esposa e filhos provavelmente apreensivos, ele pediu a proteção de quem ele acredita lhe fazer bem, lhe guiar pelos melhores caminhos, dar força, fé, sorte, pra voltar pra casa vivo e conseguir muitos pescados, bonitos, grandes, sadios, rentáveis... De fato, quase não paro pra clicar. Como tenho adotado a bicicleta como meio de transporte no dia a dia, fico de certa forma vulnerável à ação de meliantes. Atravessar a Ponte Presidente Dutra à pé ou de bike, e à noite, já foi uma atitude bastante perigosa. Atualmente, tem estado mais segura, o que permitiu a minha parada pra registrar aquele momento, onde o pescador estava passando em sua canoa pelo reflexo quente da luz de vapor de sódio, me cativando bastante. Aí foi a minha vez de pedir proteção a quem me faz bem, seja lá quem for: Iemanjá, Buda, Deus, Jah, Alá... Se você tem fé, aquela que move montanhas, você já é um abençoado. E assim fiz. Terminei meu percurso de cinco quilômetros até em casa e encontrei o afeto e o aconchego de quem me colocou nesse mundo, que também pede todos os dias pra quem ela acredita que a faz bem, a proteção, o sucesso, a saúde, a perseverança, e a certeza de que, se a família dela estiver bem, ela também estará. E o pescador? Com fé em Deus ele voltou pra casa antes da ótima chuva cair, com a canoa repleta de pescados.

domingo, 20 de janeiro de 2013

20º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/40 s
Abertura: f/4
Distância focal: 55 mm
ISO: 1600
Horário: 18:45:19
Local: São Francisco Bowling em Petrolina-PE

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Vamos dar uns strike nos problemas? O que fazer quando não conseguimos sanar as nossas dificuldades em tempo hábil? Com certeza teremos uma segunda chance, é só ficar atento ao momento que ela surge e agarrar com unhas e dentes. A vida é cheia de desafios, obstáculos que devemos contornar pra obter êxito. Tudo o que devemos fazer é ter a cautela de não cometer os mesmos erros, procurar alternativas admissíveis e praticáveis, seguir com a cabeça erguida. As oportunidades têm a dádiva de testar as nossas habilidades, o nosso retrospecto para lidar com adversidades e situações que requerem pensamentos eficazes. Pare, respire, oxigene o cérebro, pense com responsabilidade, relembre conselhos, ative amigos importantes, retroceda aos conhecimentos repassado por seus pais, e aos aprendidos com os erros dos outros [essa é uma excelente forma de aprendizado; claro que as situações não são as mesmas, mas a essência é similar, e a resolução, idem]. E bola pra frente. Foque bem na problemática que te resta, cerque-a de todas as possibilidades de resolução, sufoque-a, aperte, amasse, imprima seu desejo de se livrar da praga que te consome, do que suga sua paciência e seu sossego. Com fé e a força de Deus na sua vida, dos amigos e da enigmática magia que move esse universo, as coisas tendem a se encaixarem nos seus devidos lugares. E se não der certo o stike, um spare supre as necessidades de derrubar o que te aflige. Bob Marley já diria: "Quem quer, arruma um jeito; quem não quer, arruma uma desculpa".

sábado, 19 de janeiro de 2013

19º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/500 s
Abertura: f/10
Distância focal: 116 mm
ISO: 200
Horário: 11:27:27
Local: Orla do Rio São Francisco em Juazeiro-BA

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Cotidianamente planejamos algo: seja o que comer no café da manhã, seja o que fazer no intervalo das aulas, seja o como aproveitar o final do expediente. Temos em média 70 mil pensamentos diariamente, o que implica um alvoroço sem dimensão do que queremos, temos e fazemos. Mas o fato é que precisamos organizar isso tudo em metas, objetivos. O fazer por acaso é uma situação paralela, indispensável, mas que raramente lhe levará ao êxito na vida. O que realmente vai alavancar seus propósitos é sua capacidade de interagir com seus pensamentos e fazer por onde eles serem concretizados. A sorte tem sua parcela de auxílio, como reza a lenda, ela favorece os destemidos. Mas vamos deixar ela como bônus. O foco é primordial quando se tem em mente um desejo. A determinação, a força de vontade, a disciplina entram como fatores importantes também, sem contar que, quando temos alguém que nos acompanhe de perto, que nos auxilie constantemente, que colabore no cessar das dúvidas, na evolução do aprendizado e no nosso crescimento como pessoa e profissionalmente, os caminhos tendem a se abrir com mais facilidade. E o restante o tempo coloca tudo nos conformes. Vale ressaltar: a melhor oportunidade é aquela que criamos. Teremos praticamente tudo sobre controle, estando com os pensamentos alinhados e batalhando no dia a dia. É determinante entrar de cabeça no que realmente desejamos pra nossa vida. É fundamental se entregar de corpo e alma, como esse mergulho retratado. Molhar somente os pés é sinal de que paramos sem ter provado o que realmente temos de potencial. Temos que imergir, sentir a respiração apertar, ver como de fato pode ser  prazeroso a chegada, o êxtase da conquista. Só assim pra poder desfrutar integralmente do que acordamos, sonhamos, planejamos e concretizamos. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

18º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/160 s
Abertura: f/10
Distância focal: 135 mm
ISO: 800
Horário: 18:03:36
Local: Cemitério Municipal em Petrolina-PE

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A dualidade entre o estar vivo e a eternidade é algo que intriga a humanidade a muito tempo. A razão pra nascermos, vivermos nesse mundo tão afoito, cheio de contradições, impregnado de malícias e bonanças, é um mistério. Raul Seixas canta perfeitamente bem a temática do quem chega pra viver e quem vai embora, falecendo, em sua música "O trem das 7", onde o eufemismo impera pra sintetizar a dor da partida e a alegria da chegada, colocando um trem como um elo entre a oposição mais perversa pela qual passamos. E é difícil lidar com a despedida, seja ela como for. A consciência humana é capaz de amenizar a situação, deixando que as lembranças boas tomem conta, sufoquem os pensamentos, e faz uma tentativa de que a perda de alguém seja compensada com essa presença mental. Somos capazes de criar esse mundo fictício, nosso mundo, onde podemos conversar, ver, rir, chorar, aplaudir, reclamar... Mas não podemos suprir a perda. Ela é inestimável, irreparável. Diversas crenças tratam a morte como preferem, algumas indo pra o lado da reencarnação, outras, purgatório e redenção dos pecados e vida eterna com anjos e trombetas o recebendo na porta do céu. Alguns creem que não passamos de um pedaço de carne vagando nesse cosmo infinito, onde o que fazemos é praticamente inerte aos propósitos universais. A esperança de encontrarmos quem verdadeiramente amamos, post mortem, é realmente incentivador, confortador, situação que imaginamos cada vez que lembramos de alguém que nos deixou, assim, sem se despedir, sem dizer que ama, sem sorrir, sem reclamar, pela última vez... O fato é que a morte sempre nos cerca, mas não nos afeta tanto quanto acontece com  nossos mais próximos. É aí, mesmo, que sentimos a força que tem a vida, que sentimos a importância, a dádiva do nascimento, e passamos a dar mais valor a quem realmente nos ama, só em pensar em algo parecido possa acontecer com eles, em breve. Talvez não seja da mesma forma que você perder, mas ver quem gostamos perder algum ente querido é devastador. Mexe com as bases, o equilíbrio é outro. O sofrimento se alastra facilmente, entra nas gretas e alaga o vago salão que passa a ser um mero coração, que antes batia pra viver, e hoje, o faz por pura inércia. Sinto que podemos fazer um tanto pra ajudar quem passa por situações críticas, a magnitude da dor é seca demais pra ser degustada demoradamente. Tenho certeza que o fato de estarmos juntos, orando, crendo que Papai do Céu requisitou a presença dessa pessoa pra fins maiores, reconforta bastante. Uma felicidade dividida, são duas felicidades; um tristeza dividida, é meia tristeza. O que incentivo é ter forças, fé, perseverança, contar com os amigos pra qualquer eventualidade, uma conversa, um desabafo, um choro. Ele alivia, cai bem. Quero lhe encontrar, amigo, quero lhe dar um abraço, quero ver esse sorriso estampado, quero ver você divertindo todos, como sempre, que tenho absoluta, a mais absoluta certeza de que seu pai estará onde for, com o mesmo orgulho que sempre teve do seu filho querido, amigo do peito, companheiro em todas as ocasiões.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

17º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 0,3 s
Abertura: f/3.5
Distância focal: 18 mm
ISO: 1600
Horário: 22:27:14
Local: Casa de Eve em Juazeiro-BA

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Só peço a essa chuva que caia, devagar, mas caia; forte, localizada, espalhada, nas cabeceiras, nas nascentes, nas encostas, morros, campos, cidades, mato, rua. Caia. O sertão clama pelo cheiro úmido das colônias de Streptomyces liberando seus esporos reprodutivos ao ar, o que empiricamente conhecemos como cheirinho de chuva. As trovoadas soam no horizonte escuro, embebendo de esperança quem admira o entardecer praticamente às 14 h da tarde. Aquele sopro de alegria que emana do homem sofrido da caatinga ao ver correr água na bica, enchendo de prazer a cisterna do seu coração. É quando tudo se renova, tudo se enriquece de vontades e desejos e anseios, o trabalhador não dorme crendo que o amanhã será o dia em que vai semear a terra recentemente mais seca do que seus próprios desgostos. E ela cai, e cai bem, bonita, saudável, limpando o ar, o chão, varrendo o terreiro, encharcando a terra esquecida pelo arado, inundando os tanques de baixadas. Nada agrada mais o sofrido sertanejo do que ver sua manga cheia de capim e cabeças de gado, ver os pássaros cantarolando a alegria de um novo tempo. Acordar na madrugada e tirar leite das vacas, soltar os bodes, que irão correr certamente para os umbuzeiros mais doces, sabendo que no chão encontrará comida farta. Acender o fogo, aquecer a lenha molhada da chuva da noite anterior, colocar pó de café no bule e ver o leite beirando a derramar com a fervura. Preparar o alforge com farinha de mandioca e rapadura, uns pedaços de carne do sol e um café preto abandonado no fundo de um quente-frio, meio sem açúcar... Tomar uma coalhada com farinha e um pão dormido com café preto, levantar, pôr tudo no aió e se mandar pra o campo, preparar a lavoura, sonhar com a colheita e tempos fartos. E uma simples chuva é capaz de despertar tamanha felicidade: inestimável, indescritível, fato. O que sabemos mesmo é que um cachorro vai acompanhar o nosso Jão em sua ida pra roça, que ele vai ter uma Maria lhe esperando de volta em casa, ao aconchego, à vida real. E abençoada é a porção de terra em que cai, do céu, a fartura que toma conta dos seres que nela habitam. E observar a chuva cair imaginando como anda meu sertão é um gosto que invade meu consciente, e me enlouquece de ansiedade pra correr pra ele e sentir minha infância passando diante dos meus olhos. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

16º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/160 s
Abertura: f/4
Distância focal: 70 mm
ISO: 1600
Horário: 17:53:24
Local: Quadra poliesportiva na orla fluvial em Juazeiro-BA

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O Brasil está prestes a receber dois eventos de grande porte, padronizados mundialmente: a Copa do Mundo de futebol masculino, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. Para poder estar apto a realizar de forma satisfatória essas competições, o governo federal tem implantado diversas políticas, em várias áreas: cursos de língua estrangeira [principalmente o inglês, básico, básico mesmo, têm sido disponibilizados gratuitamente], investimentos elevadíssimos em infra estrutura [estádios, metrôs, aeroportos], capacitação da população pra receber os turistas da forma adequada, rede hoteleira tem se aperfeiçoado, atualizando-se, inovando... e dessa forma, cria-se uma penumbra de que a situação real sócio econômica brasileira tende a melhorar. Percebemos nitidamente a preocupação dos realizadores dos eventos em demonstrar pro mundo que somos esteticamente modernos, socialmente equilibrados, economicamente estabilizados, que somos o país do futebol, onde o pão e circo não opera mais da mesma maneira, onde os trabalhadores levarão suas famílias pra apreciar atletas de ponta, desfilando qualidade esportiva e beleza física pelos estádios de competição. Mas é onde tudo se modela em ilusão de ótica, onde a letra de Zé Ramalho se embrenha na fuça do sujeito e incomoda: "Tá vendo aquele edifício moço? Ajudei a levantar. Foi um tempo de aflição, eram quatro condução, duas pra ir duas pra voltar...". Os gringos receberão do bom e do melhor: atenção, segurança, assistência médica de qualidade, levarão de nós belíssimas fotos dos nossos cartões postais. E os brasileiros, o que ganharão com isso? Esses altos investimentos se tornarão uma malha gigantesca e interminável de impostos de todas as vertentes possíveis e imagináveis. Esses bilhões de reais investidos seriam melhor empregados se utilizados de forma precisa, em saúde, educação, estradas, saneamento, iluminação, segurança... Pode pensar aí: "Mas a infra estrutura ficará pra nós". Em certo ponto, sim. Mas não é direcionado. Praticamente nada mudará na educação e saúde. Estádios de futebol não formarão pessoas modificadoras da sociedade, mentes pensantes, com qualidade pra produzir conhecimento. Continuaremos a ver pessoas morrendo nos leitos hospitalares. Continuaremos a ver policiais sendo mortos em frente à família e na porta de casa. Continuaremos a ver a deplorável situação da educação, no seu estágio terminal em investimentos. Continuaremos a ver os altos impostos, o baixo salário mínimo pro trabalhador e os altíssimos e absurdos salários dos políticos [sem contar nas inúmeras regalias]. Nada mudará depois de 2016. Sensato seria investir em nós, que pagamos muito pra viver com tão pouco. Conveniente seria investir na qualidade de vida desde a infância, proporcionando adultos conscientes dos seus direitos e deveres. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

15º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/200 s
Abertura: f/14
Distância focal: 33 mm
ISO: 400
Horário: 15:25:07
Local: Orla fluvial em Juazeiro-BA

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Que hoje foi um dia hiper corrido, foi. Daqueles que amanhece e no piscar de olhos, você já tem que se desdobrar em vários pra atender a demanda do EU pra suprir as tarefas cotidianas. E assim o dia literalmente voa! Mas como prometido, o que seria do blog que vos fala sem as devidas atualizações diárias? Cansado ou não, estou por cá, e pra ilustrar o texto de hoje, apresento-vos a barca de transporte de cargas e pessoas denominada Jurity! Ao fundo, a ponte Presidente Dutra, interligando Petrolina-PE e Juazeiro-BA, passando por cima do Lindo e Honrado Velho Chico. Pedalando pela orla Juazeirense, me deparei com tal composição, que me remeteu à ideia de fluxos de pessoas e mercadorias, que à priori era realizada por animais e posteriormente, avançou para ferrovias, hidrovias, rodovias e mais recentemente, aerovias. Já pararam pra pensar o motivo pelo qual as hidrovias e ferrovias perderam espaço pras duas outras opções? Já passou pela sua cabeça o custo benefício proporcionado pelo transporte em navios e trens? Só pra se ter uma noção, o custo do transporte em um sistema hidroviário pode chegar a 1/3 do preço considerado mediano do transporte por rodovias. Em números, pra transportar mil toneladas em um quilômetro útil, serão consumidos 5 litros de combustível na hidrovia, 10 litros na  ferrovia e 96 litros na rodovia. Se perguntaram: "E a facilidade e rapidez do transporte aéreo?". Pois este é o mais rápido, porém, o mais custoso. A participação desse meio de transporte não passa de 2% do que é movimentado em termos de mercadorias no Brasil. É uma vertente que tem muito a amadurecer, pra deixar ser um processo just in time e passar a ter melhor aceitação econômico ambiental. A indústria petrolífera e o mercado fervoroso de automóveis têm influência determinante nesse processo. É fato que não irão permitir e/ou incentivar que governos deem prioridade à transportes que não valorizem sua mercadoria. Pra amenizar a situação, indo de encontro a esse conceito e com todos os seus interesses subentendidos, o governo brasileiro, através do Programa de Aceleração do Crescimento [PAC], está implantando uma malha de aproximadamente 10 mil km de ferrovias, interligando todas a regiões. Não deixa de ser um bom investimento, porém, não é suficiente. A logística para que isso tudo seja realmente utilizado vai depender bastante de incentivos, para que uma ideia tão próspera não fique defasada, como a rodovia Transamazônica. Há um fator que delimita bastante o transporte por águas fluviais, que é a degradação ambiental nas proximidades dos rios. A escassez  de chuvas em algumas áreas contribui para o baixo nível e a impossibilidade de levar projetos desse cunho adiante. O assoreamento também é um obstáculo a ser vencido pelos cargueiros, e cabe à Federação, bem como a população, ater-se a uma abordagem mais precisa sobre a preservação do ecossistema, visando tanto o benefício do bioma onde o manancial passa quanto a facilidade e comodidade de um transporte eficiente.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

14º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/400 s
Abertura: f/13
Distância focal: 18 mm
ISO: 200
Horário: 13:11:06
Local: Ilha do Fogo - Rio São Francisco em Juazeiro-BA

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O conceito de saneamento básico remete a toda atividade, seja ela na zona urbana ou rural, pertinente ao processo de limpeza do lixo das vias, bem como a coleta e tratamento dos esgotos, o abastecimento de água potável, a drenagem e o manejo consciente da água pluvial e o controle de qualquer espécie de agente patológico. Tais atividades, se realizadas de forma ineficiente, propiciam má qualidade da saúde das comunidades, além de prejudicar diretamente o ambiente, através da poluição. A realização das atividades de saneamento são praticadas em grande parte, pelo Estado, podendo também serem realizadas em concessões com empresas privadas. Essas atividades demandam grandes e constantes investimentos, porém, a prevenção é importante e comprovada por estudos que indicam que para cada real investido em saneamento básico, aproximadamente quatro reais são economizados com assistência médica, sem contar na melhoria significativa da qualidade ambiental, que acarreta diretamente inúmeros outros benefícios para a população. A precariedade na qualidade do saneamento básico tem o potencial de apresentar um impacto ambiental mais perverso do que, por exemplo, o desmatamento. É fato que, ao sair de casa, o cidadão vai se deparar, em algum momento do seu dia, com problemas ambientais causados pela falta de saneamento. A falta de planejamento adequado pra este pode afetar a qualidade dos solos, das águas superficiais e subterrâneas, e do ar. Essa degradação interferirá diretamente na manutenção da qualidade de vida tanto humana, quanto da fauna e da flora. A atuação do Engenheiro Agrícola e Ambiental tem como uma das diretrizes o estudo e aplicação do conhecimento pertinente ao saneamento básico, aliado às disciplinas relacionadas tanto a poluição quanto ao tratamento de resíduos. Esses três componentes curriculares, utilizados de forma simultânea, possuem grande capacidade de modificação da realidade no que se refere à aplicação consciente dos conceitos de saneamento, em geral. O Engenheiro pode e deve levar esses conceitos para o campo, aplicando-os no intuito de constituir melhorias significativas na qualidade tanto da população quanto do que é produzido e/ou criado. A multidisciplinaridade existente na Engenharia Agrícola e Ambiental dá suporte para que o profissional exerça da melhor maneira possível a resolução dos problemas existentes com um saneamento inadequado. A hidráulica possibilita o transporte adequado de águas pluviais, potável e esgotos, a drenagem facilita em sua essência, a microbiologia dá o aparato para que seja possível a análise adequada da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas tem papel fundamental pra reabilitar locais onde o saneamento foi inadequado, tratamento de resíduos contribui para que os mesmo não sejam poluentes em potencial, e a poluição ambiental trata das situações onde o erro já foi cometido, porém podendo ser revertido. O Engenheiro Agrícola aplicará seus conhecimentos gerais e sobre saneamento pra contornar situações do dia a dia, como resíduos gerados por aviários, currais e chiqueiros, e pela população em si. Tais resíduos, anteriormente poluentes, podem gerar energia através da utilização de biodigestores, por exemplo. A utilização adequada da água é de tamanha importância nesse meio, onde grandes quantidades desse suprimento são utilizadas constantemente, pra irrigação, lavagem de locais e equipamentos, dentre outros. O manejo dessa água tem que ser feita de forma correta, evitando desperdícios e poluição por restos resíduos sólidos e líquidos levados pela mesma. Portanto, há uma enorme ligação entre o saneamento básico, que à priori, é pensado apenas como tratamento de esgotos, e a Engenharia Agrícola e Ambiental. Toda e qualquer atividade que gerará resíduos sólidos e líquidos merece atenção especial, principalmente no que se refere a sua deposição. Feita de forma errônea, tem o potencial de poluição enorme, contaminando água e solo e ar, interferindo drasticamente no equilíbrio do ecossistema em questão, o que de fato, os seres humanos estão inclusos.

domingo, 13 de janeiro de 2013

13º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/40 s
Abertura: f/5
Distância focal: 116 mm
ISO: 1600
Horário: 01:09:45
Local: Festa à fantasia em Juazeiro-BA

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Nada melhor que um bom vinho, uma ótima música e excelentes amigos pra compartilhar o bom da vida. Nunca mais tinha me encontrado com eles, sempre divertidos. Aquela sina de matar um leão por dia, em muitos casos, afasta um pouco esse lance de amizade presencial. Mas amigo que é amigo, é atemporal. É como dizem por aí, que se o fogo é pequeno, o vento apaga, mas se for forte, o vento tende a deixar mais ávido ainda! E é dessa forma que me sinto, cercado de pessoas de auto estima elevado, sempre persistentes nos seus objetivos, não se deixando enfraquecer por qualquer espécie de dificuldades que surgirão no caminho. Elas TEM que aparecer sim, pra que o final valha a pena. E a noite é uma criança, né! Então simbóra curtir a night ao som de Jau, com a perfeição dos seus shows, um deles no qual tá marcado pra sempre no meu coração, lá pelas bandas de Lençóis, a uns 2 anos... Enfim! E pra sair da rotina maçante, que tal uma festa à fantasia? Pra que melhor do que tirar a máscara do dia a dia e vestir-se de liberdade, pra ser de fato como deveríamos ser todos os dias, sem complicações, fazendo amigos, se divertindo, rindo à vontade, imaginando o outro dia como similares a esse... E por hora cremos que a vida tem outras vertentes a não ser aquelas citadas no manual do capitalismo, do acordar-trabalhar-produzir-consumir. A felicidade é perfumada e está no colarinho da blusa dos que se atrevem a deixar o senso comum de escanteio e partir pra concepção de que, se produzirmos coisas boas, isso atrairá coisas boas. O universo conspira à favor do encanto da amizade sincera, do laço de familiaridade que é capaz de modificar simples conhecidos em pessoas mais importantes do que certos parentescos. É o afeto gratuito, é o respeito mútuo, é a consideração por alguém que passa a conviver nos seus planos, seja pra uma viagem, pra uma parceria em trabalhos, emprego, uma conversa na beira do rio, ou na calçada da casa do vizinho. Tenho tudo o que preciso pra chegar onde quero. E quem vai arregaçar as mangas e insistir para que eu sempre siga em frente, pra me desviar dos caminhos errôneos, pra abrir os olhos e mostrar as melhores oportunidades, são, de fato, meus amigos! Leia-se, pai e mãe também, afinal, eles são os que mais querem o meu bem, e com fé em Deus eles estarão vivos para celebrarem a minha vitória, sempre! E a fantasia não termina. Ao chegar em casa, retiro a roupa de palhaço Maia Véi e visto a carapuça do estudante de Engenharia Agrícola e Ambiental, ansioso por realizar seus objetivos e sonhar com mais desafios. Afinal, o que nos move é justamente a vontade de superar as expectativas, as nossas, as de quem nos apoia, e as de quem nos quer ver não tão bem quanto parece.

sábado, 12 de janeiro de 2013

12º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/400 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 235 mm
ISO: 800
Horário: 16:39:53
Local: Praça da Sementeira em Petrolina-PE

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Mas todos acreditam no futuro da nação. Já dizia Renato Russo em uma das suas celebres interpretações. Sinceramente, a foto do dia não seria essa. Indo pra casa, passo na Praça da Sementeira, cruzamento importante na cidade de Petrolina-PE, e vejo um artista de rua. Ele todo empolgado com seus malabares, recolhendo moedinhas cuspidas dos automóveis, como se fossem um pagamento do motorista pelo prazer do não ser importunado por aquele mísero cidadão. Estacionei, peguei a câmera e fui montar minha composição. Tudo indo nos conformes, se não fosse pela senhora que vos apresento: Dona Fulana, residente não sabe onde e nem porquê. Seu passado lhe condena e seu presente é um martírio. Não chamo de prisão, não sei o que ela teria feito pra merecer tal punição. Às vezes, a vida tende a aprontar com o indivíduo, não partilhando de condições mínimas de um pouco de sensatez. Prefiro acreditar que a situação não seja casual, muito menos aceitável; no mínimo, ela é vergonhosa. É indignante ver todo esse descaso do poder público perante as necessidades básicas do seu povo, aquelas que são tão explícitas como "Dos Princípios Fundamentais". Seria cômico se não fosse trágico. Cotidianamente, vemos investimentos absurdos em obras futebolísticas, com estádios custando dezenas de milhões de reais, vemos ampliações de espaços destinados único e exclusivamente a desfiles carnavalescos, dinheiro público utilizado em obras particulares, vemos paraísos fiscais amarrotados de dinheiro que seria utilizado em prol de melhorias em saúde, educação, segurança, esporte, infra estrutura que, de fato, seria útil ao crescimento do país e da sua população. Só não vemos a cor desse dinheiro, desse nosso dinheiro. Andamos por estradas péssimas, ruas mal iluminadas e insegurança por toda parte, hospitais lotados de pacientes e com infra estrutura precária, investimentos mínimos em educação, diversão e cultura; os impostos são tão inflacionados que ficamos bestificados, em uma espécie de penumbra melancólica, na qual esperneamos pra sair, nos debilitando mais ainda, e sem efeito algum. Ficamos sentados em frente à computadores, reclamando da situação, de que nada é feito conta esse sistema perverso e excludente, crendo que o digitar uma denúncia iria surgir tanto efeito quanto ir à batalha [sim, tá bom, é uma metalinguística sim... desculpem]. Mas tudo bem. Dona Fulana não se importou muito, ela nem viu a hora do clique, sua Coca Cola estava muito saborosa pra se preocupar com uma situação tão normal, pra ela, que seria dormir no banco da[s] praça[s]. Eu, após o registro, fiquei pensando no que escrever, e muita coisa surgiu. Concluo que, o prazer vital de alguns se equivalem ao gás do refrigerante, e o doce do mesmo é tão ilusionista quanto o rótulo que o cerca.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

11º dia.



Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/20 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 55 mm
ISO: 1600
Horário: 19:34:45
Local: Em casa, Petrolina-PE

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A vida nos ensina, sempre, a seguir em frente, independe da situação. Temos desavenças, temos desentendimentos, temos alegrias e decepções, que vão criando a nossa convivência social paralelamente com o status da nossa personalidade. As mazelas que presenciamos constantemente são provenientes da hipocrisia disseminada pelo ser humano, que insiste em dizer que amar é fácil, porém não pratica o que propõe. Reza a lenda, que vale mais o que o mestre faz do que o que o mestre diz. Atitudes são bem mais consistentes do que palavras aos vento. É inerente à humanidade a capacidade de proliferar a esperança, e paralelamente, ir minando essa gota de sobrevida com atitudes banais. Guerras, fome, sede, epidemias, diferenças sócio econômicas absurdas, são condições a que nos colocamos, por motivos inúmeras vezes, fúteis. Isso é inadmissível. Conseguimos avançar tecnologicamente a um patamar nunca antes visto, temos meios para saciar os problemas que nos assolam, mas nada é feito. Os sete pecados atribuídos ao homem ao longo dos tempos parecem ser descritos e praticados em prol da interpolação cada vez mais maciça de insensibilidade e falta de caráter no dia a dia do homem. O que assistimos nos diversos programas televisivos e lemos nos meios de comunicação em massa é consequência do quanto estamos despreocupados com o nosso futuro, apesar de estarmos em condições privilegiadas em relação a todos os nossos antepassados. Conseguimos ir até a Lua, passamos por túneis abaixo do oceano, viajamos em trens ultra rápidos, quebramos a velocidade do som, mas não somos capaz de ajudar o próximo com um prato de alimento, de oferecer um copo com água ao senhor que cata papelão, ao gari que vira a noite varrendo a rua e ao amanhecer, sentir que o trabalho foi em vão, visto a ignorância de grande maioria. Atitudes que serviriam pra nos aproximar, fazer-nos refletir sobre a bonança da cooperação, do companheirismo, fazer com que o desejo de vitória do outro seja o seu prazer, também, é algo raro. A competitividade é tamanha que queremos o bem do próximo, mas raramente queremos que ele seja mais do que somos. A indignação, digo, ira, por estamos passando por situações perfeitamente contornáveis, é perceptível. Ninguém dá o braço a torcer e enquanto isso, vivenciamos cenas deploráveis de degradação físico e psicológica do ser humano em virtude da satisfação plena do super ego da minoria.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

10º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/50 s
Abertura: f/4.5
Distância focal: 34 mm
ISO: 1600
Horário: 18:31:53
Local: UNEB Campus 4 em Jacobina-BA

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Antes de mais nada, gostaria de dizer que, independe dos objetivos a serem alcançados, não há mérito sem sacrifícios. Creio que ainda deixarei alguma postagem apenas com uma frase, mas não sei até que ponto resisto. A cabeça já começou a ferver de ideias, tornando-se inevitável a digitação. A conquista não é nada se não houver o fervor da batalha, e a batalha é impossível de ser vencida sem amizades. A felicidade é plena quando você tem a oportunidade de ver seu próximo navegando por longos mares, e não querer que as velas da nau padeçam sem ventos. A vida é repleta de fases, de passo a passos que vão nos guiando, nos bitolando em veredas até certo ponto consideradas as coerentes pela sociedade. Começamos lá pela infância, passamos por toda essa fase de adolescência, nos tornamos adultos, idosos... Cada etapa possui sua capacidade e necessidade de transpor obstáculos, que vão desde a fugir do berço até batalhar pelo pão de cada dia, pelo seu lugar ao sol. Os níveis de dificuldades são inúmeros e variados, porém, para que se consiga o que se deseja, é preciso foco, perseverança, determinação, sacrifícios, força de vontade, confiança, fé, disciplina [acima de tudo], respeito e, dentre inúmeros outros, sorte. Claro, a sorte é amiga dos predestinados, é ela que seleciona os indivíduos quando as competências são equivalentes. O dia a dia é cruel, e pode ter a delicadeza de lhe deixar perfeitamente feliz no café da manhã e desabar seu pilares com a chegada no trabalho. O que não vale é oscilar e ceder ao princípio da queda. O que vai definir se você será um conquistador, apto a merecer os esforços, é sua capacidade de se erguer perante às dificuldades. Nada é passível de conquistas de forma fácil. Em sua maioria, elas não têm o devido valor, falta algo psicológico. É o gosto da chegada que remete o início e os meios para que tudo conspire à favor. E por isso temos que levantar a cada dia e seguir em frente, cabeça erguida, olhar fixo em objetivos e metas. Claro, sem largar a visão periférica, ela também tem o dom de proporcionar oportunidades perfeitas. A melhor oportunidade é aquela que você cria. O acaso é complicado, n fatores contribuem pra não ocorrer da devida maneira. Existe um provérbio africano que diz o seguinte: "Toda manhã, na África, um antílope acorda. Ele sabe que deve correr mais rápido que o leão, ou será morto. Toda manhã, na África, um leão acorda. Ele sabe que deve correr mais que o antílope, ou morrerá de fome. Não importa se você é leão ou antílope; quando o sol nascer, é melhor você começar a correr". É uma ideia bastante coerente. O sistema é perverso, ficar parado não é conveniente. Como já dizia Albert Einstein, uma das maiores mentes científicas de todos os tempos: "Nada acontece até que algo se mova". Portanto, vai ficar aí parado?