Exposição: 1/20 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 55 mm
ISO: 1600
Horário: 19:34:45
Local: Em casa, Petrolina-PE
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A vida nos ensina, sempre, a seguir em frente, independe da situação. Temos desavenças, temos desentendimentos, temos alegrias e decepções, que vão criando a nossa convivência social paralelamente com o status da nossa personalidade. As mazelas que presenciamos constantemente são provenientes da hipocrisia disseminada pelo ser humano, que insiste em dizer que amar é fácil, porém não pratica o que propõe. Reza a lenda, que vale mais o que o mestre faz do que o que o mestre diz. Atitudes são bem mais consistentes do que palavras aos vento. É inerente à humanidade a capacidade de proliferar a esperança, e paralelamente, ir minando essa gota de sobrevida com atitudes banais. Guerras, fome, sede, epidemias, diferenças sócio econômicas absurdas, são condições a que nos colocamos, por motivos inúmeras vezes, fúteis. Isso é inadmissível. Conseguimos avançar tecnologicamente a um patamar nunca antes visto, temos meios para saciar os problemas que nos assolam, mas nada é feito. Os sete pecados atribuídos ao homem ao longo dos tempos parecem ser descritos e praticados em prol da interpolação cada vez mais maciça de insensibilidade e falta de caráter no dia a dia do homem. O que assistimos nos diversos programas televisivos e lemos nos meios de comunicação em massa é consequência do quanto estamos despreocupados com o nosso futuro, apesar de estarmos em condições privilegiadas em relação a todos os nossos antepassados. Conseguimos ir até a Lua, passamos por túneis abaixo do oceano, viajamos em trens ultra rápidos, quebramos a velocidade do som, mas não somos capaz de ajudar o próximo com um prato de alimento, de oferecer um copo com água ao senhor que cata papelão, ao gari que vira a noite varrendo a rua e ao amanhecer, sentir que o trabalho foi em vão, visto a ignorância de grande maioria. Atitudes que serviriam pra nos aproximar, fazer-nos refletir sobre a bonança da cooperação, do companheirismo, fazer com que o desejo de vitória do outro seja o seu prazer, também, é algo raro. A competitividade é tamanha que queremos o bem do próximo, mas raramente queremos que ele seja mais do que somos. A indignação, digo, ira, por estamos passando por situações perfeitamente contornáveis, é perceptível. Ninguém dá o braço a torcer e enquanto isso, vivenciamos cenas deploráveis de degradação físico e psicológica do ser humano em virtude da satisfação plena do super ego da minoria.

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