Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/400 s
Abertura: f/11
Distância focal: 55 mm
ISO: 200
Horário: 09:49:46
Local: Avenida Orlando Oliveira Pires em Jacobina-BA
Clique aqui pra ver a foto em tamanho maior
Não é difícil sair por aí e encontrar, principalmente em cidades de menor porte, as boas e utilitárias feirinhas! Elas que acompanham o crescimento das zonas urbanas não sentiram tanto ainda o impacto causado pelos hiper mercados e centros especializados em hortifruti, com sua enorme variedade, opções de pagamento e condições de higiene e armazenamento. O desenvolvimento acelerado as cidades aumentou a demanda de alimentos, onde os mercados passaram a obter grandes quantidades desses produtos, que geralmente são produzidos em larga escala. O nível de qualidade e procedência desses mantimentos in natura são fatores primordiais e determinantes na comercialização rápida dos mesmos, bem como na caracterização dos centros como lugares aptos a repassar uma melhoria de padrões alimentares. Geralmente, essas feirinhas são consideradas orgânicas, onde os defensivos agrícolas não são utilizados [sendo na maioria dos casos provenientes de agricultura de subsistência], e também são revendidas mercadorias colhidas diretamente em vegetais já nativos e não plantados pela ação humana, como é o caso do representado na fotografia, com a siriguela e o umbu. Diversos produtos são oferecidos nas bancas cobertas com lona, ao ar livre, passando por frutas e indo a hortaliças, sendo encontrado remédios naturais em folhas, cascas de árvores, sementes, e frutos, carnes, biscoitos caseiros, dentre eles, siquilhos, avoadores e petas. Elas ficam assim, expostas, sem nenhum tipo de refrigeração ou cuidados especiais. Muitas se acomodam em plásticos colocados no próprio calçamento, onde são vendidos por ramos, litro, peso, unidade, talhada... A depender do que for querido, uma unidade fora dos padrões métricos mundiais é adotado! É tanta coisa interessante pra se observar e vivencias nessas feiras! É gente de todo estilo, de toda cidade, de todo padrão social. Tem gente que vai comprar, outras apenas bater perna e jogar conversa fora, uma senhora passa pra lá e pra cá com um aió cheio de folhas e frutas e vegetais fresquinhos, tem menino carregando compras alheias por 3 reais, utilizando um carrinho de mão, tem senhor tagarelando com os compadres, mascando um talo de capim e fazendo um cigarrinho de fumo, tem moleques vendendo aves exóticas, galinhas caipira, tempero verde e carne de gado bovino e caprino... Convém salientar que as condições de seca a qual estamos submetidos não tem permitido melhores condições e diversidade de mercadorias. Existe, e é contagiante, uma felicidade enorme que emana desses lugares pequenos, onde se recordam as raízes, os primórdios do comércio local, a cultura se prolifera nos dizeres, na foram de pedir a mercadoria e passar o troco. Isso não é capturado em mercados maiores, a peculiaridade é o que difere e acondiciona a qualidade e preservação desses pequenos espaços comerciais.

Nenhum comentário:
Postar um comentário