O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

8º dia.



Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/250 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 55 mm
ISO: 1600
Horário: 11:21:21
Local: Quintal de casa

Clique aqui pra ver a foto em tamanho maior


E hoje é o dia do fotógrafo. Quem pode e deve comemorar esse dia? Quem vive de fotografia, quem tira fotos por hobby, quem clica nos fins de semana o churrasco em família, quem faz uma parada na orla pra clicar o pôr do sol no Velho Chico com um celular da moda? A arte de congelar momentos é magnífica, simplesmente contagiante. É impossível apertar apenas uma vez o botão do obturador, é interessante ver os objetos se enquadrando nesse espaço 20x30 e que depois de capturada a luz, esta se torna uma espécie de 'pau pra toda obra'. O que foi expresso pode definir um leque de sentimentos tão imponente que extrapola a nossa capacidade de definição. Despertar felicidade em uns e tristeza em outros, servir pra ilustrar jornais e revistas, livros, estampar calendários, outdoors, e inúmeras outras funcionalidades cabíveis com o que é registrado quando seus olhos piscam. E é justamente nessa fração de segundos que entra todo aquele aparato, todo aquele estudo, toda aquela leitura, todo aquele investimento realizado, e principalmente, todo aquele carinho e admiração que o fotógrafo tem com seu equipamento e profissão. A evolução dessa arte é algo assustador. A sensibilidade do olhar é cada vez mais munido de qualidade tecnológica capaz de realizar praticamente tudo o que se deseja. A era analógica criou verdadeiros marcos na fotografia, testemunhou guerras e surgimento de nações, cruzou continentes, passou por mazelas naturais, fome, pestes, desastres ambientais... perdeu espaço pra globalização e suas criações, a era das digitais chegou pra dar um novo suporte a arte, melhorando tanto em qualidade quanto em quantidade. Inúmeros modelos e marcas de câmeras surgem constantemente, cartões de memórias substituíram [não completamente, ainda] os rolos de filmes, os clássicos da fotografia, onde ficávamos olhando eles no contra luz e curtindo cada momento ali registrado. Uma gama incrível de softwares para edição e manipulação das imagens foi criado e é cotidianamente atualizado, causando até certo ponto, grande controvérsia entre os mais modernos e os conservadores, no que se diz respeito a: se mudar demais na edição, num valeu a pena a graça da captura do momento. O momento foi aquele e pronto. Nessa data especial, resolvi revirar os arquivos de fotos da família, revivi momentos apaixonantes, lembrei de pessoas muito importantes na minha vida [tios, avós, avôs, primos, amigos...]. Claro que eu não fui fotógrafo em praticamente todas as fotos, mas com certeza quem as fez, pode ser chamado por mim de um grande profissional.

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