Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/200 s
Abertura: f/14
Distância focal: 33 mm
ISO: 400
Horário: 15:25:07
Local: Orla fluvial em Juazeiro-BA
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Que hoje foi um dia hiper corrido, foi. Daqueles que amanhece e no piscar de olhos, você já tem que se desdobrar em vários pra atender a demanda do EU pra suprir as tarefas cotidianas. E assim o dia literalmente voa! Mas como prometido, o que seria do blog que vos fala sem as devidas atualizações diárias? Cansado ou não, estou por cá, e pra ilustrar o texto de hoje, apresento-vos a barca de transporte de cargas e pessoas denominada Jurity! Ao fundo, a ponte Presidente Dutra, interligando Petrolina-PE e Juazeiro-BA, passando por cima do Lindo e Honrado Velho Chico. Pedalando pela orla Juazeirense, me deparei com tal composição, que me remeteu à ideia de fluxos de pessoas e mercadorias, que à priori era realizada por animais e posteriormente, avançou para ferrovias, hidrovias, rodovias e mais recentemente, aerovias. Já pararam pra pensar o motivo pelo qual as hidrovias e ferrovias perderam espaço pras duas outras opções? Já passou pela sua cabeça o custo benefício proporcionado pelo transporte em navios e trens? Só pra se ter uma noção, o custo do transporte em um sistema hidroviário pode chegar a 1/3 do preço considerado mediano do transporte por rodovias. Em números, pra transportar mil toneladas em um quilômetro útil, serão consumidos 5 litros de combustível na hidrovia, 10 litros na ferrovia e 96 litros na rodovia. Se perguntaram: "E a facilidade e rapidez do transporte aéreo?". Pois este é o mais rápido, porém, o mais custoso. A participação desse meio de transporte não passa de 2% do que é movimentado em termos de mercadorias no Brasil. É uma vertente que tem muito a amadurecer, pra deixar ser um processo just in time e passar a ter melhor aceitação econômico ambiental. A indústria petrolífera e o mercado fervoroso de automóveis têm influência determinante nesse processo. É fato que não irão permitir e/ou incentivar que governos deem prioridade à transportes que não valorizem sua mercadoria. Pra amenizar a situação, indo de encontro a esse conceito e com todos os seus interesses subentendidos, o governo brasileiro, através do Programa de Aceleração do Crescimento [PAC], está implantando uma malha de aproximadamente 10 mil km de ferrovias, interligando todas a regiões. Não deixa de ser um bom investimento, porém, não é suficiente. A logística para que isso tudo seja realmente utilizado vai depender bastante de incentivos, para que uma ideia tão próspera não fique defasada, como a rodovia Transamazônica. Há um fator que delimita bastante o transporte por águas fluviais, que é a degradação ambiental nas proximidades dos rios. A escassez de chuvas em algumas áreas contribui para o baixo nível e a impossibilidade de levar projetos desse cunho adiante. O assoreamento também é um obstáculo a ser vencido pelos cargueiros, e cabe à Federação, bem como a população, ater-se a uma abordagem mais precisa sobre a preservação do ecossistema, visando tanto o benefício do bioma onde o manancial passa quanto a facilidade e comodidade de um transporte eficiente.

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