O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

59º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 0.3 s
Abertura: f/5
Distância focal: 55 mm
ISO: 1600
Horário: 20:51:43
Local: Centro de Cultura João Gilberto em Juazeiro-BA

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Desde quando passei a morar em Petrolina-PE, passei a acompanhar mais as atividades que envolvem apresentações em palco, pois como gosto de fotografar, isto se torna um ótimo sítio de registros. Já fazia isso em Jacobina, mas a frequência das apresentações era bem menor. Onde estou, são duas cidades divididas pelo rio São Francisco, com uma faixa de 500 mil habitantes no total, sendo natural haver uma maior dedicação, investimento e infra estrutura no intuito de proporcionar maiores e melhores espetáculos culturais, sejam eles dança, teatro e folclore regional. Mas não é o que de fato ocorre. O investimento, o apoio governamental através de projetos e de incentivos em vários âmbitos, a disponibilidade de artistas que praticam as artes acima citadas [muitas pessoas participam delas de forma gratuita, não havendo retorno algum a não ser o da renda da bilheteria], a existência de lugares especializados para pôr em atividade todo um planejamento [SESC, Centro de Cultura João Gilberto, conchas acústicas, etc], todos esses parâmetros existem, porém, falta em grande quantidade o que realmente move a vontade e o prazer de se apresentar: o público. É de entristecer quando o artista sobe no palco e percebe que sua platéia é mísera, ínfimo, potencialmente grandiosa, mas que só consta de amigos mais próximo, pessoal da organização e alguns curiosos. Fico a imaginar quando deplorável deve ser para o artista ao ver muito mais lugares ociosos do que expectadores, quão deve sofrer seu ego, sua estima, ao ver que seu trabalho de meses não pode ser apreciado da devida maneira, simplesmente porque quem deveria conferir não tem o hábito saudável de absorver cultura. Todos querem que seu esforço seja reconhecido, divulgado, requisitado para outros locais, cidades... Mas é complicado obter essa visibilidade se não existe público que possa divulgar efetivamente o que foi visto. Só por banner, televisão, rádio, big hand, não é suficiente, não há crítica nessas publicidades. É o público presencial que ver, que analisa, que critica, que opina, que sabe como abrir a boca pro mundo e dizer se valeu a pena ou não o ingresso. E isso tem faltado, infelizmente, nas atividades culturais em geral, pelo menos onde estou convivendo diariamente.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

58º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/15 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 250 mm
ISO: 1600
Horário: 19: 31:02
Local: Em frente ao Hotel Grande Rio em Juazeiro-BA

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O pensamento, a reflexão, a análise dos acontecimentos que nos circundam, a percepção dos fatores e das oportunidades que influenciam diretamente no nosso cotidiano são insumos cruciais para que possamos decidir por qual caminho trilhar. A variedade de possibilidades é numerosa, somos pegos constantemente por desafios e obstáculos e temos que encará-los de frente. Vencer essa barreira que nos impede e avançar é um objetivo determinante para o sucesso, para a prosperidade dos nossos planos e concretização dos nossos sonhos. Ficar por trás das grades, apenas vislumbrando o que é ou poderia ser, não é coerente. E menos coerente ainda é ficar apenas cogitando a ação de ultrapassar as dificuldades e não se permitir ao luxo de tentar. TENTE, quem tentou e errou ou conseguiu êxito, foi mais, muito mais longe do que quem nada fez. É somente através da tentativa, do erro e do acerto, que podemos ter certeza do que é de fato benéfico, do que vai nos trazer felicidade, do que vai ter a compatibilidade com nosso estilo de vida. As maiores descobertas e os maiores desafios só foram permitidos pela ousadia, audácia de quem acreditava que ali, subentendido, havia algo de importante, algo diferente, que iria modificar e melhorar o modo de vida. Ou não. Em uns casos, apenas queriam fazer uma coisa e acabaram se debatendo com outra, e essa sim, foi considerada importante. Mas ambas as situações só podem ser vivenciadas se você sair do ócio e ir em busca, pular a cerca que separa o comum do diferenciado, o momentâneo do eterno. Tente sempre algo inovador, busque soluções, alternativas para os problemas do seu dia, ou do dia de outra pessoa. A mente trabalha, o corpo interage e todos são beneficiados com a atitude. Atitude, as pessoas precisam de mais, atitude.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

57º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/10 s
Abertura: f/5
Distância focal: 90 mm
ISO: 1600
Horário: 19:15:47
Local: Parque de diversões Líder em Juazeiro-BA

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Tive que voltar ao parque. Aquela atmosfera ilusionista, aquele mundo de cores, de brinquedos, de crianças exalando inocência e alegria, de desafios apresentando patamares distintos a depender da idade e da coragem, gritos de alegria misturados com medo e receio, mães e pais e avós todos agoniados com tamanho alvoroço de tanta criança correndo em busca o primeiro lugar no brinquedo. Impossível não ser contagiado. Mas dessa vez não fui em nenhum brinquedo, já que tem uns considerados "nível adulto", capazes de produzir uma adrenalina extra. Fui fotografar um carrinho de merendas, carrinho este potencialmente tão influente quanto o pula pula, a casa monstro ou o bate bate. Ele é uma espécie de "amor à primeira vista", tamanha a quantidade de guloseimas fornecidas. É bala, é salgadinho, é chiclete, é pipoca... É um momento de satisfação pessoal escolher o que te faz bem, como em qualquer outro estágio e situação referente à sua vida. E é em momentos de escolha que tudo ao nosso redor continua a se mover, e nós temos que parar pra analisar o que nos convém e o que não é de bom grado. É justamente nessa análise que conseguimos observar quem realmente contribui significativamente em nossa vida, quem atrapalha, quem nada acrescenta, o que está sendo útil, o que precisamos podar, redistribuir, alimentar, sanar... Nessas paradas estratégicas que damos novo fôlego aos nossos objetivos, percebemos melhores oportunidades, traçamos novas rotas, mudamos o leme de acordo com o vento. Enquanto isso, uma gama de situações vão nos cercando, nada cessa, é impossível parar a roda gigante desse imenso parque. Podemos acompanhar o ritmo e sentar em uma cadeira, ou pular dela, mas com a devida cutela de não cair, nunca. Podemos mudar de brinquedos, podemos comer uma batatinha ou uma maçã do amor, o que não podemos é ficar estagnados no tempo, esperando as luzes do parque se apagarem e os brinquedos serem desmontados.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

56º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/800 s
Abertura: f/13
Distância focal: 163 mm
ISO: 400
Horário: 09:39:52
Local: Bairro Angari em Juazeiro-BA visto de Petrolina-PE

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Em busca de lugares com visões para paisagens belíssimas, construtoras propõem seus empreendimentos imobiliários em zonas não permitidas por lei. Geralmente, essas áreas são próximas a mananciais, como rios, mares e lagos. Pelo novo código florestal, áreas de proteção permanente, as APP's, são previamente determinadas a partir da largura do manancial. Todo o procedimento para a liberação desses locais com a finalidade acima citada é realizada com liminares que vão persuadindo os órgãos, que não apresentam estrutura condizente com o propósito das suas responsabilidades e que sofrem precariamente com a mazela inaceitável da corrupção. Pessoas que ocupam cargos diretos na legalização de tais construções são facilmente corrompidas, manipuladas pela grande quantidade de dinheiro e de favores que ficam à seu dispôr. E quem sofre com essa falta de compromisso e de ética é o meio ambiente. Percebemos constantemente os impactos ambientais decorrentes dessa falta de comprometimento e de pudor com o ecossistema local. Poluição das águas e do solo, desmatamento, destruição da mata ciliar, assoreamento, extinção ou refugiamento de espécies, riscos de eventos naturais que podem proporcionar avarias nas construções e tragédias como vítimas fatais, hiper valorização local, acarretando disparidades desnecessárias, são algumas das consequências dessa ocupação ilegal. Praticamente todas as cidades localizadas próximas a mananciais desrespeitam a legislação brasileira, onde esta é considerada uma das mais bem formuladas do mundo, porém, tem uma aplicabilidade e eficiência vergonhosamente aceitável. É complicado cobrar atitudes conservacionistas, preservacionistas, somente para os desfavorecidos, os que não possuem influência maciça para se esquivar da mira da lei e pegar a sombra da legitimidade. Quem corre por fora, adentra no submundo das falcatruas se dão bem, pois em um país que a honestidade alheia é posta em questão frequentemente, ser idôneo é algo raro, porém determinante para saber em que níveis de plenitude democrática estamos convivendo.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

55º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/15 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 250 mm
ISO: 1600
Horário: 20:32:13
Local: Parque de diversões Líder em Juazeiro-BA

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Quem nunca comeu uma boa e velha maçã do amor? Essa guloseima, vendida especialmente em circos e parques de diversões, possui o dom de cativar e acender a imaginação de crianças, adolescentes e adultos. Quão bom é sentir aquele sabor adocicado de caramelho com aquela cobertura de chocolate granulado, misturado com o sabor natural de uma maçã perfeitamente 'crocante'. É inevitável visitar esses locais e não adquirir uma delícia dessa, sair caminhando, apreciando devagarinho e deixando quem observa também desejando da mesma forma. A mente da gente decresce à medida que permitimos que a felicidade não adentre e mude o dia a dia. Ser jovem, divertido, querer sempre sair da rotina, é um estado de espírito, é um estilo de vida a ser vivenciado constantemente, e por todos. Não existe idade pra viver bem, não existe tempo perdido, não existe adiar o bem estar. Se você proporcionar ao seu corpo e mente um parâmetro sadio de contentamento, será paralelamente retribuído, tanto pessoalmente quando socialmente. As pessoas gostam de quem é alegre, de quem contagia, de quem é extrovertido, ou ao menos, de quem não é chato, mesquinho, insociável. Ser amável só lhe trará tudo em dobro, só proliferará o bem, o fervor do prazer que é viver, de estar tudo nos conformes. Chame seus amigos, promova encontros agradáveis, conviva bem com todos que te circundam, faça amizades constantemente, e conserve os velhos da melhor maneira possível. Seja proativo, não trate mal ninguém, absolutamente ninguém, pois nada nesse mundo justifica o ato de destratar, de ser indiferente. Sua família e amigos mais próximos são aqueles que formam a sua base, portanto, os trate com todo o amor possível, diga que os admira, que tem orgulho, que os amam. Faça por onde o prazer de conviver bem cm a vida ser igual a ir ao parque e comer uma maçã do amor: inevitável, indispensável, incondicional.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

54º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/30 s
Abertura: f/4
Distância focal: 18 mm
ISO: 1600
Horário: 15:23:43
Local: Em minha casa em Petrolina-PE

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Pra quem conhece um pouco de fotografia, uma das 'regrinhas' fundamentais pra composições é a chamada regra dos terços, que consiste em dividir o retângulo proporcional de 10x15 cm em 9 partes praticamente iguais. Essa formação possibilita uma melhor distribuição dos elementos na composição, fazendo com que a fotografia tenha um destaque maior, seja mais atrativa, coerente, agradável de ser lida. Essa formação realizada a partir de duas linhas verticais e duas linhas horizontais [de fato, na fotografia acima falta uma linha na vertical] é essencial para que o olhar do observador vá procurar o objeto central que a fotografia quer repassar. Cabe ao fotógrafo saber colocar tais objetos mais importantes nos pontos áureos, que nada mais é do que o local onde há a junção das linhas. A leitura da fotografia é feita pelo nosso cérebro partindo da esquerda pra direita e de cima pra baixo, caracterizando o canto inferior direito como o 'principal' local do enquadramento, onde temos percepção mais crítica do que for posto ali. Algumas câmeras fotográficas já vêm com a opção de aparecer a grade ilustrativa da regra dos terços, simulando em tempo real como que a fotografia estará melhor distribuída. Esse recurso é importante, mas com o passar do tempo, torna-se algo automático, e sem mesmo haver a grade, tenderemos a praticar essa técnica. Porém, chega um momento em que essa técnica passa a ser intencionalmente "quebrada", modificada, manipulada pelo fotógrafo, onde ele tenta repassar algo diferente, interativo, criativo. Adentrar ao ponto de modificar uma regra não é do dia pra noite; é preciso saber da importância que ela tem e da responsabilidade que seu ato terá na concepção fotográfica.   Para quem está iniciando agora nesse mundo fascinante da fotografia, seguir os parâmetros considerados ideais para um bom registro é importante pra assimilar o que ele viu e conciliar com o que ele quer passar, criando uma coerência entre a intenção e o resultado final. Pra o observador, é válida a capacidade de analisar criticamente, tendo a petulância de dizer que não entendeu, que não gostou, dar dicas de como melhorar e de ser for o caso, se atrever a pegar a câmera e clicar a mesma ideia, mas com o seu ponto de vista. Verá que a fotografia é mais cativante do que se pode imaginar.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

53º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/250 s
Abertura: f/4
Distância focal: 20 mm
ISO: 1600
Horário: 11:54:03
Local: Avenida Sete de Setembro em Petrolina-PE

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Chega um momento em que as coisas tendem a requerer reparos. Não tem como impedir o desgaste que o tempo e o uso impõe sobre os objetos, sobre a vida. A manutenção tanto pode ser preventiva quanto reparativa. A primeira é mais aconselhada, visando sempre a continuidade de funcionamento, não permitindo uma quebra repentina e consequente perda de tempo com reparo e simultaneamente, atraso e dor de cabeça com todo o procedimento. A segunda é necessária para recolocar o artefato em questão de novo na ativa, já que, teoricamente, se algo quebrou ou foi danificado, o conjunto funcional fica debilitado, comprometido. Neste sábado precisei fazer um reparo no carro, e procurei uma oficina especializada. Me aconselharam diversas empresas, mas a maioria era oficina geral. Creio que se eu tenho problemas cardíacos, é bom procurar um cardiologista, e não um clínico geral, muito menos um fisioterapeuta... O porém dessas especializadas é que sempre imprimem uma visão de orçamentos superfaturados, ou um pouco fora dos padrões praticados comercialmente. Fui com a orelha em pé, mas confiante. Eis a surpresa. Pra começar o papo, o atendimento é a alma do negócio, e não a propaganda, como dizem por aí. Todos gostam de serem bem recebidos, de se sentirem à vontade, de serem bem atendidos, terem as dúvidas sanadas, terem conforto, ou seja, terem uma qualidade diferenciada no atendimento. Isso paga a diferença orçamentária, fato. Mas não consertei lá pelo dinheiro, já que este foi perfeitamente dentro dos conformes, depois de um breve levantamento de preços. Consertei lá porque o nível de interação, de 'amizade' impresso foi uma referência determinante. O sorriso estampado no rosto do atendente, perguntando o que se passa e como poderia resolver o problema, a prestatividade e paciência do mecânico, procurando a origem do defeito e suportando a gama interminável de perguntas de um cliente curioso, a receptividade do ambiente, oferecendo o conforto necessário para que a espera pelo término do serviço seja imperceptível, isso tudo e muito mais, são fatores que deveriam ser melhores aplicados na prestação de serviços. Essa empresa ganhou não só um cliente, mas um meio propagador de sua marca. É lógico que quando alguém precisar de serviço similar, irei indicá-la. O diferencial de uma empresa de sucesso não é cuidar do indivíduo como se fosse um amigo, muito menos como se fosse um cliente. É cuidar dele como se cuida de se mesma.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

52º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/80 s
Abertura: f/7.1
Distância focal: 47 mm
ISO: 200
Horário: 18:11:14
Local: Avenida da Integração em Petrolina-PE

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Eis que muitas vertentes estão surgindo, tanto pra mim, quanto para amigos que me circundam. O que anteriormente eram somente sonhos, hoje se apresentam como realidade, palpável, tangível. No âmbito coletivo, temos estado em condições favoráveis para alavancar definitivamente o que sempre almejamos. São condições precursoras de parâmetros profissionais importantíssimos para que o sucesso nos acompanhe, sempre. Os audazes sempre serão favorecidos pela sorte, que aliada ao comprometimento e com a inteligência, propiciarão caminhos rentáveis financeiramente e pessoalmente. O vínculo de amizades, tanto as antigas quanto as recentes, tem colaborado formidavelmente para que tudo o que está se passando seja aproveitado ao máximo. Interesses em comum, pessoas interligadas com os mesmos propósitos, responsáveis, com a ousadia necessária pra inovar, arriscar, saber que há chances de não sair bem, mas que com cautela e estudo as variáveis podem ser descobertas e o problema sanado, não só permeiam meu dia a dia, mas se infiltram e saem distribuindo persistência e dedicação. Isso é contagiante. Nada mais animador do que um grupo que interage facilmente, sem desentendimentos, mesclando ideias e formando um foco, onde este indicará o melhor caminho a ser seguido. No âmbito pessoal, minha paixão fotográfica tem sido perfeitamente alimentada aos poucos, acompanhando a minha evolução tanto técnica quanto de equipamento. Trabalhos têm surgido com frequência, desafiando minha potencialidade, testando se sou capaz de seguir uma linha paralela de aprendizados, conciliando minha engenharia com minha fotografia. Não abandono nem uma nem outra, são dois xodós, onde são amantes, delicadas, prazerosas, apesar de apresentarem, como tudo que é bom, suas dificuldades, suas pertinências. E cá vou eu, segurando na mão de Deus, aproveitando cada pedacinho das oportunidades que ele tem me dado, agradecendo profundamente por estar nessa condição e saber que elas tendem a melhorar, e vão melhorar, se Ele permitir. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

51º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/160 s
Abertura: f/7.1
Distância focal: 55 mm
ISO: 200
Horário: 16:29:54
Local: Condomínio Paulo Coelho em Petrolina-PE

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Dia de faxina. A casa fica de pernas pra cima, tudo sairá do seu lugar, pra voltar pro seu devido lugar, se és que me entende. A área de serviço se torna parceira constante, e a vassoura, rodo, baldes, alvejantes e buchas surgem como melhores amigas, aquelas, de infância. Poeira retirada, tudo bagunçado, tudo arrumado, sujeira varrida [não pra debaixo do tapete, por favor], pano passado, cheiro de algo novo no ar, resumindo: é assim que se procede o começo e o fim dessa jornada. É tão bom ficar em um local limpinho, cheiroso, fresco e aconchegante, nem que pra isso precisássemos espirrar muito por causa da poeira; os fins justificam os meios. Tais faxinas são importantes para a manutenção do meio onde habitamos, o meio físico. Mas há também as faxinas no meio psicológico e social. Em momentos da vida, chegamos a um ponto de acumular bastante experiências, amizades e atividades, que vão proporcionado aprendizado e sentimentos. Esse acúmulo pode ser benéfico ou não, a depender da intensidade dos atos e do contexto em que estão inseridos. A seleção natural dos fatos que consistem na produção de sensações e conhecimentos, onde estes promovem um crescimento satisfatório e equilíbrio do ego, são fundamentais para a estabilidade sócio corporal do humano. Quando a mente excede o que lhe é permitido no quesito autocontrole, o processamento nato de informações que sugerem uma vida rotineira normal é afetado. O domínio passa a ser corrompido por um raciocínio conturbado, necessitando de uma pausa, onde esta será revigorante, reestruturante, fundamental para a recapitulação dos modos padrões aceitáveis. Socialmente, não é diferente. Criamos inúmeros laços teoricamente amistosos ao longo dos dias, que vão se acumulando até chegar ao ponto de criar uma rede complexa, mista, impossível de ser potencialmente vivida. E é em meio a tanta diversidade de cultura, modos e interesses que surgem condições adversas, cruéis, capazes de desestruturar a paz e a harmonia precursora de uma vida saudável. Ser criterioso com a seleção do círculo de amizades é importante para seu crescimento, em todos os aspectos. A influência não determina, mas contribui perfeitamente para os dois lados da balança. Portanto, tire uma quarta-feira de vez enquanto, faça aquela limpeza na sua vida, varra todos os sentimentos e amizades que não fazem bem, retire o pó da inveja, calúnia e difamação, passe pano nas mazelas que possivelmente lhe atinja e viva no aconchego cheiroso de um belo lar, doce lar.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

50º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/500 s
Abertura: f/8
Distância focal: 250 mm
ISO: 200
Horário: 08:11:23
Local: Avenida das Nações em Petrolina-PE

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Mesmo quando não exerce sua funcionalidade primordial, a bicicleta tem o poder de encantar. Sendo utilizada como enfeite, já é um mimo só, atraindo atenção e carisma de quem passa e observa, imagine pra quem pedala de fato, curtindo o que ela tem de melhor pra proporcionar?Este meio de transporte não pode ser mais considerado como alternativo, visto sua importância na manutenção do trânsito, eficiência e economia de combustíveis fósseis. A bicicleta possibilita uma atividade corpórea completa, movimentando praticamente todos os grupos musculares do corpo, aliado com significativa melhora na parte aeróbica. Ela permite que percursos, principalmente urbanos, sejam realizados muitas vezes em tempo mais hábil que indo de carro, moto ou ônibus, a depender da condição do trânsito e da rota percorrida. Em aspectos financeiros, o investimento em uma bike pode variar bastante, com modelos de passeio em torno de trezentos reais indo até modelos de competição custando a bagatela de trinta mil reais! Claro que cada uma terá sua particularidade, seu objetivo a ser executado. Para ter esse meio de locomoção perfeitamente sustentável, um investimento entre mil e dois mil reais é o suficiente para lhe oferecer qualidade de equipamento, conforto e eficiência, gerando um ótimo custo benefício. Ao pedalar, é indispensável a utilização de capacete, luzes de sinalização [se for a noite], protetor solar, já que a exposição ao sol é relativamente maior, luvas para proteção das mãos tanto no andar quando em uma possível queda, tênis ou sapatinha apropriada, um recipiente acoplado na bicicleta conferindo água pra hidratação e sempre que puder, uma ótima companhia cai bem! Outra dica legal é levar uma toalha de rosto na mochila, pra auxiliar na limpeza do suor, proveniente da pedalada, e o uso de roupas leves e que facilitam a transpiração e evaporação do suor é de grande valia. Falando em roupas, dê preferência às de cores claras, o que facilita a sua visualização pelos motoristas. Além dos benefícios físicos, a bike também contribui para a redução de emissões de gases do efeito estufa, e consequente redução nos gastos mensais com combustíveis, pneus e manutenção. Evidentemente que há necessidade de reposição de peças nas bicicletas, mas é impossível comparar os preços nos gastos comparado a um carro ou moto, por exemplo. O prazer de pedalar é imensurável, e nada pagará isso. Reúna seus amigos, pedale pela sua cidade, faça trilhas, percorra caminhos antes nunca realizados de uma maneira saudável, divertida, economicamente viável e socialmente sustentável.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

49º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/500 s
Abertura: f/8
Distância focal: 250 mm
ISO: 100
Horário: 09:36:59
Local:  Rio São Francisco na margem de Petrolina-PE

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Imagine que ficar triste no próprio aniversário deva ser algo bastante contraditório. O dia em que é comemorada a vinda da pessoa a esse deplorável mundo de dementes, como diria Shakespeare, a criatura perde a estribeira e desanda a ficar triste. Não combina, anti ético, desprezível, imoral e sem o mínimo cabimento. Como manda a cartilha, desejei os parabéns e que Deus abençoasse sua vida, sucesso, paz, felicidades e tudo o que há de bom nesse mundo. Mas percebi que certa tristeza emanava nos poros, como se algo incomodasse por dentro, constante, machucando de forma fina, discreta, maldosa. Perguntei o que era, afinal, um amigo triste não tem como somente observar. Recebi como resposta, o seguinte: "Sou um idiota, não aprendi ainda que a felicidade tenho que procurar em mim, e não nos outros". Fiquei naquela indecisão entre o se calar ou dizer o que acho sobre. Já que me meti como amigo, tenho que falar como tal. Desembuchei: "Vixi, entendo como que é, mas acho que a felicidade que você procura, já TEM. O fato é que você quer compartilhar essa felicidade, e a pessoa com quem tenta não corresponde da forma devida. O que não implica que você esteja errada ou que não possa tentar de novo. A vida é isso, tentativas, erros, acertos, aprendizados. Creio que não pode é abdicar da oportunidade e se privar da tentativa. Vai que a vez de acertar é a próxima, e você não se dá o prazer de erguer a cabeça e meter as caras de novo?". E isso foi o suficiente pra modificar o dia. Um papo sincero e uma mente aberta, seletiva, onde fluem muita ideias, excluindo as que não fazem bem e amplificando as que nos dão prazer, esse é o caminho pra viver bem.  Não adianta guardar tudo dentro da gente, sem uma válvula de escape, sem esvaziar. Chega um dia que não cabe mais, é preciso afastar o que aflige, e com atitudes similares a essa que vamos preenchendo nosso viver somente com ótimas recordações. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

48º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/5 s
Abertura: f/3.5
Distância focal: 23 mm
ISO: 1600
Horário: 20:34:01
Local:  SESC em Petrolina-PE

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E como dito, voltei. Voltei pra fotografar o segundo dia da apresentação do espetáculo Arapuca. [clique e confira todas as fotografias]. Cheguei bem mais descontraído, confiante, sabendo no que tinha que melhorar, em novos ângulos, poses, aberturas e velocidades. E de fato, essa volta é algo novo no blog, nunca escrevi nada seguido sobre o mesmo assunto. Mais um desafio! Estive novamente bem acompanhado da pessoa que tem sido a luz no meu caminho, apoiando em tudo o que tenho vontade e segurando sempre no braço, pra que se houver o tropeço, a queda não se concretize. Adentrei à sala de danças mais cedo do que ontem, pois queria me familiarizar delicadamente com o ambiente, com a luz, com a movimentação. E creio ter sido esse o diferencial dessa noite, pois eu já tinha em mente o que fazer e como fazer, era só esperar e fechar o obturador. E assim o fiz. Certo que esperar é um capricho dos deuses, se vacilar, dormir no ponto, perde a chance, única, simples e objetiva. Mas o olhar foi aguçado, foram os 40 minutos assistindo à apresentação pelo viewfinder da câmera, pra não correr risco algum de perder alguma movimentação. Senti a apresentação no corpo, interpolei meus pensamentos nela e me antecipei o máximo que puder aos movimentos. Incorporei o habitat do dançarino no pensamento do fotógrafo, criei as composições adequadas, xinguei baixinho quando a luz me escapava ou a pose não era conveniente. Acontece. Interagi telepaticamente com o contemporâneo, pedia mentalmente de uma forma tão aguda que ela acontecia. Maktub. E me deliciei com as fotografias expostas no visor, em rápidas curiadas. Cliquei bem mais que ontem, a eficácia foi surpreendente, tanto pra mim quanto pra o amigo, ao conferir o que foi feito, ainda sem pós tratamento algum. O sucesso da apresentação foi eloquente, todos ficaram satisfeitos com o que foi visto, o que confere um auto estima potencialmente inimaginável ao produtor e ao dançarino, os motivando para as próximas apresentações no primeiro final de semana de março, já na cidade de Juazeiro-BA. E eu? Oxe, sorridente era pouco, feliz por demais com o que consegui, me superei, ultrapassei minhas expectativas, claro, com o auxílio de todos, já que ninguém consegue absolutamente nada sozinho. Tô preparado, tô ansioso e com instiga para novos desafios. E os quero o mais rápido possível, minha sede é inesgotável e nessa fonte me embebedarei por todo um sempre.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

47º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 0.5 s
Abertura: f/3
Distância focal: 37 mm
ISO: 1600
Horário: 20:18:29
Local:  SESC em Petrolina-PE

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Hoje dei início a uma experiência que modificará bastante minha perspectiva fotográfica. Gosto bastante de fotografar, na verdade, amo isso. Mergulhei nessa paixão no início de 2007, com a influência de dois inestimáveis amigos, dignos de toda consideração e respeito. O Fotoclube Payayá, em Jacobina-BA, era o motivo de prazerosos encontros formais todas primeiras terças de cada mês. Porém, as saídas eram organizadas espontaneamente, seu burocracia, e a fotografia era motivo pra largar o ócio de lado a qualquer hora do dia, e se divertir bastante com as amizades sinceras e duradouras. Comecei a ter bastante foto, e então fui indicado a fazer um Flickr [clique e confira mais fotografias] e daí não parei mais. À priori, fotografava com uma compacta simples, a Kodak EasyShareC330. Depois evoluí um pouco, passei pra superzoom Sony Cybershot H2. Atualmente tenho uma Canon EOS Digital Rebel XSi, que é uma DSLR e apresenta qualidade fotográfica bem melhor que as anteriores. Mas não adianta ter uma boa câmera e não usufruir bem. Sou fotografo por hobby, prazer mesmo, apresentando a quem me acompanha o meu olhar sobre a sociedade que me circunda, sobre os acontecimentos, sobre as belezas naturais pelo qual me presenteio. Enfim. Mas eu precisava de um desafio. Sempre quis fazer um trabalho mais qualificado, com uma ideia definida, com um caminho a percorrer e um objetivo a ser alcançado. Foi então que recebi uma proposta de um amigo pra fotografar um espetáculo de dança contemporânea que ele ia apresentar. Fiquei confuso, pois queria muito, mas tinha receio, tenho consciência que minhas lentes não são adequadas, de que a luz nesses eventos são um obstáculo à parte, de que eu era inexperiente na situação e que corria o risco de jogar o trabalho por água abaixo... Expliquei toda a situação a ele e ele me disse: "Escolhi você porque confio no seu trabalho, acompanho sua evolução na fotografia e vejo que tem a capacidade de dar conta do recado". Com dizem por aí, missão dada é missão cumprida! E me joguei. Pedi ajuda a Deus e fui na companhia de quem amo por demais, pra dar aquele suporte indispensável. Cliquei, cliquei por uns 40 minutos, o tempo do espetáculo, e não sei quem estava mais ansioso/preocupado: eu ou o dançarino. Ligadas as luzes gerais, agradecimentos feitos ao público, e meu, a Deus por ter dado tudo certo, conversei com o produtor e dançarino, e fui pra casa perfeitamente bem acompanhado, contente com o resultado do trabalho, sabendo que amanhã teria mais, porém mais calmo, sabendo melhor do que ia fazer, e consciente de que se eu quero, eu posso, basta ser perseverante, crer e fazer por onde.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

46º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/100 s
Abertura: f/5
Distância focal: 42 mm
ISO: 1600
Horário: 17:12:53
Local:  Em minha casa em Petrolina-PE

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Qual é a trilha sonora da sua vida? Para todo momento existe uma música, um trecho dela, um solo, um som qualquer que o marque intensamente. Os sinais auditivos têm um poder incrível de fixação de situações através da relação com atitudes cotidianas. Sua mente, por exemplo, já assimilou que aquele bip do despertador, bastante chato por sinal, é um aviso indicando que acabou a mordomia. Ele tem que ser chato sim, se fosse aconchegante, iria ter o poder de relaxar, e não o de despertar. Os sons das chamadas dos programas de rádio e televisão, do microondas, das buzinas, sinais de trânsito, toque telefônicos, fogos de artifício, chamadas em aeroportos e rodoviárias, etc, apresentam o poder de alertar pra alguma particularidade, caracterizando uma espécie de personalidade ao objeto emissor. E as músicas sou doutoras na arte de marcar momentos, independentemente da magnitude deles; adentram nos nossos ouvidos e impregnam-se  no nosso subconsciente, ilustrando de modo fictício um momento real, possibilitando uma recordação sentimental constante e com intensidades proporcionais. Quem não se emociona ao escutar uma música que um momento a eternizou, ou vice-versa? Quem nunca se arrepiou, sentiu borboletas no estômago, suou frio, perdeu o fôlego ou ficou com o olhar fixo só em se lembrar ou escutar aquele som indiscutivelmente perfeito? Impossível escutar Jau e não se recordar detalhadamente de Lençóis-BA... Impossível escutar um aboio e toadas e não se lembrar do meu pai, ou músicas católicas e lembrar de mainha... E assim os dias vão se passando e sendo personalizados com momentos e atitudes indescritíveis. Quando assim for, feche os olhos e escute o som do seu coração batendo no ritmo da melodia que te faz bem.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

45º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/250 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 250 mm
ISO: 1600
Horário: 07:54:49
Local: Parque Municipal Josepha Coelho em Petrolina-PE

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Pra você, o que é amizade? O que representa ter alguém que lhe apoia em tudo, mesmo sabendo dos riscos de não dar certo, mas com a caricia de tentar realizar um sonho, uma vontade, um desejo? O que é ter alguém em que possamos confiar plenamente, saber que este não nos deixará cair, e se isso ocorrer, estará amenizando a queda e incentivando e colaborando pra sua nova ascensão? O que é ter um conselho honesto, sem interesses e sem malícia, aqueles que só indicam o bem, mesmo percebendo que essa opinião não agradará a quem recebe, e quem recebe ficará emburrado, mas no fundo sabe que se foi confiada a palavra, é que ela vem de coração? O que é ficar dias, meses, anos sem se ver, sem um bom papo, e quando se encontrar, parece que estão juntos a muito mais tempo do que a distância os separou, sorrindo da mesma forma, contando os casos com a mesma empolgação, notar o brilho nos olhos e ter a certeza de que aquilo tudo além de espontâneo é perfeitamente real? O que é se divertir gratuitamente com atitudes banais, praticamente sem importância? E que só o fato de estar perto de quem gostamos, de quem nos fazem bem, já basta, porque não há nada mais cativante do que uma ótima companhia, uma bela companhia. O que é fechar os olhos e ter a noção de que sempre terá alguém pra cuidar da gente, pra nos guiar pelos melhores caminhos, sempre? O que é ser recebido da maneira mais prazerosa possível por quem incondicionalmente nos ama, sem restrições, sem hipocrisia, sem desdenho e sem empecilho algum? O nome disso tudo e muito mais é amizade. E ela é a base para todo tipo de relacionamento, principalmente se for amoroso. É impossível ter alguém como cônjuge e não ser amigo dessa pessoa. Ter afinidade amistosa é um pré requisito fundamental em qualquer tipo de interação passional. Esse laço indiscutível de amizade é característico dos pais pra filho, e de pessoas pra pessoas que basicamente não se conheciam, e desde o momento do contato primordial, sentiram uma áurea indecifrável que os uniu, permitindo um elo marcante e indispensável nesse mundo tão avesso. Agradeça constantemente a Deus por todos os amigos que você tem. Sem eles, sua vida apresentará uma lacuna, e nela habitará um vazio tão enigmático que não será viável viver bem. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

44º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/25 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 79 mm
ISO: 1600
Horário: 11:32:02
Local: Em minha casa em Petrolina-PE

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Terminado o feriado, agora de fato, começa o ano, segundo reza a lenda na Bahia. Antes disso, era tudo prévia pra o carnaval, preparação, organização, dentre outros! E com esse 'ano novo' pra lá de fevereiro, as aulas retomam, com força total. É hora de largar a preguiça de lado e botar a leitura e os cálculos em dias. Assumo que é cruel a atitude, mas sem ela, as coisas não tendem a um bom caminho. Sempre ficamos com assuntos pendentes pra revisar, e a cada dia que passa, novas aulas e novas atividades surgem, deixando o semestre em um nível bem complicado. Na calada da noite, na companhia perversa do silêncio, uma caneca de café cai bem, pra dosar a quantidade suficiente de cafeína necessária pra manter as pestanas nos seus devidos locais, antes que Hipnos apareça e carregue de vez pra cama. Ou o cochilo é na mesa de estudos mesmo, sem mais pormenores. Uma música pra ativar a mente e aumentar a concentração, se o estudo for com cálculos; se for leitura, não confirmo nada, que a noite, o ler é pra lá de sonífero, é um convite pra um ótimo sono, no conforto e aconchego da tão desejada cama. Mas como dizemos, dormi é pra os fracos, estudante tem direito de tirar apenas um ronco quando o semestre letivo está ativo, e o dormir tarde/acordar cedo vira rotina por quatro meses, com períodos variando de moderadamente intenso a extremamente intenso. É um preço que se paga por uma melhor condição de vida, que os estudos podem proporcionar pra quem tem força de vontade e perseverança. Tudo é recompensado de alguma forma, e não seria tal esforço diferente. Os sonhos pessoais e fraternos estão em jogo a cada dia que você acorda e encara um dia cheio de aulas, chatas ou não, dias carregados de provas e trabalhos a entregar. É um investimento financeiro também, além do prazer e da necessidade de uma busca mais acirrada por um emprego bem remunerado, por um emprego descente, qualificado, que valha a pena todos aqueles sacrifícios passados. Portanto estude por prazer, por querer almejar seu lugar economicamente ativo na sociedade, por querer satisfazer o orgulho de quem acredita nos seus esforços. Mantenha sempre a caneca de café ao lado, para que a preguiça e o desânimo não prevaleça. Mergulhe intensamente que seu êxito será concretizado. Divirta-se, mas também mantenha-se focado nas suas responsabilidades. Como diriam meus pais: "Primeiro a obrigação, depois a diversão".

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

43º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/320 s
Abertura: f/8
Distância focal: 187 mm
ISO: 400
Horário: 14:09:06
Local: Cachoeira do Gelo em Mirangaba-BA

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Terça feira de carnaval, cidades que não festejam oficialmente o evento ficam praticamente vazias, a maioria das pessoas ou vão curtir em outra cidade ou vão viajar, aproveitar o feriado longo e conhecer lugares. Como meu viajar foi ir pra minha cidade natal, estive em casa, e nada melhor do que estar com a família pra se tá de bem com o mundo! Conversando com um grande amigo decidimos ir pra conhecida, porém não muito frequentada, Cachoeira do Gelo, localizada a 55 km de Jacobina-BA. Nada mais justo, aquele solzão estava convidando a um banho naquelas águas avermelhadas pelas substâncias liberadas por raízes e minerais presentes em todo o percurso do rio. E como o nome já batiza, é gelo, é gelada, é gostosa, é irresistível! Percurso tranquilo nos primeiros 33 km, pista perfeitamente boa, principalmente pra o carro que me acompanhava, que era 'baixo'. Daí em diante, a moleza acabou, estradão de terra batida nos próximos 12 km, e os 10 km restantes a pegada era tensa, muito areião, pedra solta, cascalho, subidas sinuosas, uma aventura gostosa com pessoas admiráveis. Eu e esse amigo, juntamente com a galera do fotoclube que participamos, já tínhamos ido lá nessa cachoeira. Porém, com o passar do tempo, esquecemos o caminho, em meio à inúmeras alternativas de estradas e varedas que existem naquela serra. Mas nada que uma boa pergunta a um nativo não resolva, e assim fomos seguindo e pegando a trilha certa! Chegando até onde o carro não anda mais, estacionamos perto de uma casa, pegamos as tralhas e fomos acompanhados por uma moradora até metade do caminho, facilitando nosso percurso. A cachoeira é linda, em meio à essa seca tristonha, amenizada com recentes chuvas, eis que surge tamanha gratidão divina, permeando rochas e obstáculos naturais, o rio despenca na serra de uns 50 metros de altura, fazendo surgir, com o auxílio do vento, o efeito fumaça com a água. E lá passamos o dia, tostando sob aquele sol escandante, naquela areia límpida, e se refrescando na água quando o calor apertava de vez. Fiz amigos, coloquei as resenhas em dias, namorei minha menina linda, fotografei, me diverti bastante. Fim de tarde, levantamos acampamento, pois a subida de volta era ingrime e o cansaço ia prevalecer nas crianças, principalmente. Mas tudo nos conformes, devagar e sempre, chegamos nos carros e voltamos pra casa, graças a Deus, ocorreu tudo bem!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

42º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/15 s
Abertura: f/5
Distância focal: 135 mm
ISO: 1600
Horário: 08:54:17
Local: Em minha casa em Jacobina-BA

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Então. Nada é feito do nada, nada é buscado pro nada, não há sacrifício em vão, tudo existe um propósito. A conquista é o ápice do prazer e o humano não cessará essa busca nunca, pois é ela que vai movimentando essa enorme engrenagem. O desejo de superação, somente o ato de haver uma possibilidade de não acontecer e você fazer por onde de toda forma que isso ocorra, é algo supremo, digno. Passando pelo dia de hoje, fiquei a imaginar o que seria fotografado pro texto, ou vice versa. E curiando essas medalhas no quarto de minha irmã, me recordei de uma em especial. Essa maior, de um campeonato de Jiu Jitsu que participei, e como podem ver a data, foi realizado em Jacobina-BA em setembro de 2008. Veio aquele filme na memória, olhei pro pé direito, resolvi falar sobre isso hoje! Vou falar sobre minha única sutura, e de quebra, exagerada, com seus 13 pontos, dadas em um hospital público, com um atendimento deplorável. Quem quiser ver como ficou o corte, é só clicar AQUI. Vamos que vamos. Não estava treinando constantemente, mas o mestre achou que eu era merecedor de mudar a faixa. Sair da branca era uma vontade grande, porém, véspera de campeonato, poderia não ser tão bom quanto parece. Mas recebi, agradecido. Uma semana antes do campeonato, estava ajudando minha mãe com os afazeres domésticos e acabei me cortando com um vidro, corte profundo, atingiu os tendões, por pouco não precisei fazer uma cirurgia pra reparar o dano. Depois dos primeiros socorros, suturado, retornei pra casa, o pé minando sangue ainda, e o pensamento indo pro campeonato. Seria a primeira vez, havia uma ansiedade, havia um desejo. Tinha uma semana pra curar milagrosamente esse corte. Impossível, fato. Chega o domingo, ginásio cheio, etapa do Campeonato Baiano de Jiu Jitsu, e eu lá na arquibancada com o pé latejando de dor. A pesagem, a galera se movimentando, foi a adrenalina que eu necessitava. Comprei duas ataduras e comecei a enrolar o corte, apertando o suficiente pra não machucar e nem ficar vulnerável. Falei com o mestre e fui fazer minha inscrição, contra vontade de uns, e com o estímulo de outros. E meu nome foi chamado, me apresentei, ganhei a primeira luta... esperei o adversário, ganhei novamente. Pra mim, pra meus amigos, que sabiam do fato, já era minha vitória! Fui pra 3ª luta, e acabei perdendo. Disputei o terceiro lugar e ganhei. Praticamente lutava com um pé de apoio, o cortado ficava no ar, sem contato, 'morto'. Mas me superei, subi ao pódio e olhei aquele bando de gente, pensei em quantos guerreiros se superam diariamente, em todos os aspectos. Me senti orgulhoso, e sei que dei orgulho a muita gente. Voltei pra casa, e dei a medalha pros meus pais. Claro que recebi uma reclamação, mas no fundo, eles ficaram felizes com meu êxito. Busque o que deseja, mesmo nas adversidades, sempre há um caminho para suas realizações. 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

41º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/1250 s
Abertura: f/10
Distância focal: 250 mm
ISO: 400
Horário: 15:33:10
Local: Quintal da casa de Vó Carminha em Itaitú-BA

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A delicadeza das decisões deve ser interpretada como a beleza de um rosa. O ímpeto não pode ser levado em consideração quando um momento expressivo se conduz. A narrativa mal interpretada, despida de racionalidade e coerência, é o estopim para que situações simplesmente contornáveis se transformem em condições severamente adversas. Há uma grande possibilidade de uma atitude imatura se destrinchar e acarretar problemas que muitas vezes machucam de uma forma tão grotesca que todo o apreço e amor antes idolatrado se desprende, passando a imperar a raiva, o ódio e a indiferença. A rosa tem seus espinhos, que a protege das mais diversas situações. A rosa tem seu perfume característico, único; tem sua cor e formato inconfundível; tem suas dificuldades para nascer e florescer; tem suas resistências climáticas e edáficas bastante sensíveis, requerendo cuidados muito especiais; porém só quem planta e quem recebe uma rosa vai saber o verdadeiro significado dela. Só quem tem o prazer e privilégio de desfrutar a magnífica sensação de gratidão, de admiração, de afeto e de amor que é lhe dar com uma rosa, ou várias delas, de todas as cores, é que vai perceber o patamar da comparação acima citada. É sublime a força que uma decisão tem, é inquestionável a delicadeza que a rosa apresenta. Una esses dois parâmetros e veja por onde passa o fio que separa o certo do errado, o útil do desnecessário, a calma da ira, o ódio do amor. Perceba que é singelo o limite entre ficar quieto e esperar a cabeça esfriar pra conversar ou abrir a boca sem pensar e dizer coisas sem nexo e ter que arcar com as consequências. Em muitas situações, esse limite é ultrapassado, implicando discórdias insuperáveis. Contorne momentos difíceis de maneira eficaz, com cautela, atentando às palavras sem funcionalidade alguma, ditas da boca pra fora, no calor de uma discussão, que ferem no olhar, no ouvir, no sentir. Cative sua rosa, cuide dela no seu jardim, faça sua beleza exalar a cada instante, atraindo mais e mais benefícios. Não permita que a rosa seja despetalada por ocasiões banais, pois aquela exuberância toda pode se tornar lágrimas com um patético bem-me-quer mal-me-quer.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

40º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/20 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 47 mm
ISO: 1600
Horário:  21:29:59
Local: Na minha casa em Jacobina-BA

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Chegamos ao 40º dia de atualizações diárias. O meu crescimento fotográfico e textual é gratificante. Tenho tido uma olhar bastante aguçado, a necessidade da foto todo dia tem me ensinado a compôr e a perceber composições antes deixadas de lado por puro capricho ou desleixo. Minha parceira inseparável tá adestrada a registrar o que deixo de ver quando meu olho pisca. E ela tem me enchido de orgulho com o que confiro no cartão de memórias. Os textos também têm me indicado um caminho interessante, antes pouco explorado, mas que me empolga a cada instante. Fico sempre na ansiedade de fazer uma postagem por cá, não sabendo se escrevo a foto ou se fotografo o texto; é uma labuta constante, perfeitamente gostosa de ser apreciada e vivida. Mas venho por cá pra falar da data de hoje, do dia em que completo 26 lindos anos de vida. Só tenho a agradecer, por tudo, tudo mesmo. Fecho os olhos ao ir dormir e converso com Papai do Céu, lembrando de tudo o que minha memória delicada e seletiva permite: época da infância, brincadeiras, amizades prósperas e outras nem tanto, viagens, férias, estudos, perrêngues, umas surras por fazer coisas erradas, umas conversas dignas de textos... época da adolescência, descobertas, novo círculo de amizades, mudanças acadêmicas, perdas, ganhos, novos olhares, novos prazeres... acho que recentemente, não posso fugir: cheguei na fase adulta. E ela tem suas peculiaridades, suas vantagens e desvantagens, glórias, necessidades, desafios, obstáculos e êxitos. Cada fase com seus risos e choros. Mas o que importa é estar de bem com quaisquer que sejam elas, é saber que tenho uma família que me apoia em minhas decisões diárias, é saber que eles me dão condições suficientes para que eu corra em busca dos meus objetivos, é saber que tenho amigos que me auxiliam, me dão suporte pra superar as inúmeras dificuldades cotidianas, é saber que tenho uma mulher que me ama e que me dá um apoio invejável, inestimável, que me guia mesmo, de mãos dadas em prol de um bem comum. E por isso vou seguindo, passo firme, que a jornada é grande. E que venham tantas outras datas felizes como esta. Obrigado, de coração.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

39º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/25 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 55 mm
ISO: 1600
Horário:  10:48:45
Local: Na minha casa em Petrolina-PE

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Existem coisas que aparecem na nossa vida por acaso, mas com certeza, não é por acaso que elas ficam. Pessoas e animais apresentam essa propriedade gloriosa de ocupar um lugar que se torna insubstituível com o passar do tempo. Alguns casos, é instantâneo. É questão de olhar e sentir a áurea magnífica emanando psicologicamente, invisível, mas que é uma percepção tão concreta que os elos se fecham perfeitamente bem, selando um pacto insolúvel e digno de longa data. É tão bom quando isso ocorre, há uma segurança e uma credibilidade tão fiel nas atitudes espontâneas, no sorriso, na conversa, no brincar, no olhar, no cuidado e no amor cedido, onde impera a reciprocidade. Aquele dar e receber sem custo algum, sincero, sem pressão, é uma necessidade vital para o ser humano e animais, faz crescer ambos os relacionados e ainda distribui vida, contagia quem os cercam. Chegar em casa após um longo dia, aqueles cansativos, estressantes, em que um sonho desejado é um bom banho, comer e descansar muito, e paralelamente, ser recepcionado por quem gostamos e quem nos gosta, é algo indescritível. Acalentar-se a um aconchego em meio a esse mundo tão adverso é uma conquista que tem que ser valorizada passo a passo, miudamente, sentindo a essência do carpe diem. Graças a Deus tenho pessoas e animais que participam intensamente desse prazer.  Não me vejo mais chegando em casa e não fazer um carinho nos meu felinos lindos. Não sei como que é chegar em casa, meio dia ou a noite, e não ter o carinho e a boa receptividade da baiana de olhos verdes que encanta meus dias. Não me imagino de forma alguma não podendo ligar pra Jacobina a qualquer hora do dia e conversar com meus velhos, e/ou fugir numa sexta pra passar o final de semana com eles, chegando nas vésperas dos seus aniversários, naquela surpresa bacana. Esse é o propósito da vida. Como diria Tom Jobim: "É impossível ser feliz sozinho". FATO.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

38º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/30 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 55 mm
ISO: 1600
Horário: 08:58:38
Local: Na minha casa em Petrolina-PE

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Bom dia a todos! Hoje a postagem saiu cedo, pela manhã. Creio que seja a primeira que faço no turno matutino, o que chega ser estranho! Mas tudo tem seu propósito! O dia tá corridíssimo e esse é o único momento no qual suponho ter tempo pra atualizar o blog. E tempo é dinheiro e eu ando querendo aproveitar o máximo que posso, pra articular coerentemente todos os afazeres: acadêmicos, pessoais e sociais. Além disso, tenho estado um pouco ansioso, pois daqui a dois dias farei mais um aniversário e com fé em Deus estarei com meus pais, lá em Jacobina, no carinho e aconchego que só o amor deles é capaz de possibilitar. Véspera de feriadão de carnaval, a cidade já respira esse clima [apesar de não haver feriado em Juazeiro-BA, já que o carnaval foi comemorado no fim de Janeiro] e tenho que pedalar meus 6 km pra ir estudar. Mochila arrumada pra passar o dia 'fora de casa', proteção contra o sol extremamente queimante nessa região próxima à linha do Equador, e a proteção divina invocada pra ter forças suficientes pra batalhar e matar o leão do dia. E lá vou eu, o tic tac do relógio pode ser massacrante ou pode ser acalmador, dependendo do nível de atraso que esteja. Apesar da correria que o dia implica, não estou nesse atraso, e vou com cautela, que apesar da conscientização progressiva no trânsito para com os ciclistas, ainda tem muitos motoristas que não respeitam as bikes, infelizmente. Enfim, tenham todos um bom dia, que o meu já tá sendo, só em acordar e ter uma família linda que me apoia e me ama, e uma família aqui no Vale, que me ama também, e que me auxilia cotidianamente em todos os aspectos! Cuide bem do seu tempo, ele é um regressivo dessa sua estadia nesse mundo, e vale a pena ser perfeitamente degustado, apreciado e compartilhado. Namastê.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

37º dia.


Câmera: Samsung GT-S6102B
Exposição: Sem dados
Abertura: Sem dados
Distância focal: Sem dados
ISO: Sem dados
Horário: 11:21:25
Local: Na minha casa em Petrolina-PE

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Uma companhia agradável não precisa, necessariamente, ser a humana. Os animais têm a peculiaridade de estar do lado do humano e fazê-los se sentirem completos. A fidelidade, o carinho, o amor, a atenção, o companheirismo cedido pelos animais em todos os momentos em que estão ou não em contato com o homem [seu dono ou não] é algo louvável. Alguns deles são maltratados, e mesmo assim recepcionam seus agressores da maneira mais natural, mais alegre, mais amorosa possível. Isso é uma característica invejável pela raça humana, essa capacidade de vivenciar a indiferença e deixar ela pra lá em virtude de uma felicidade plena, digna de um minuto de atenção verdadeira, de reconhecimento às simples atitudes. Alguns apresentam o medo implícito da repressão, mas não são capazes de guardar o rancor que a humanidade possui, e muitas vezes, dela mesma. A racionalidade pregada pelo homem deveria ser questionada mais intensamente, rabiscada em outras magnitudes, analisada por outros patamares, comparada com a essência verdadeira do equilíbrio natural, onde padrões se repetem perpetuando um sistema em constante gozo de suas faculdades mais premissas. A mania de ser superior na natureza, de tentar ser o ponto pensante logicamente falando, é um quesito medíocre que induz o ser humano a um distúrbio de consequências desastrosas. O diagnóstico dessa posição fictícia que ocupamos é o de um impossibilitado convívio sadio com o restante do ecossistema. Mesmo sem poder contribuir diretamente na solução das suas problemáticas, os animais possuem a dádiva do conforto e da distração. Dê a devida atenção a quem te acompanha, a quem lhe apoia nos momentos mais difíceis, a quem te faz sorrir nas adversidades e nas bonanças, a quem fica por casa lhe esperando chegar, abanando o rabo, um olhar cativante, com um pedido de brincadeira constante exalando dos movimentos corpóreos. E não se irrite se nessa empolgação algo der errado, é tentando fazer a sua felicidade que a felicidade do animal se enaltece.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

36º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/13 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 171 mm
ISO: 1600
Horário: 22:36:00
Local: Praça da Sementeira em Petrolina-PE

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Existem momentos em nosso cotidiano em que nos privamos do conhecimento. A inércia da correria diária, o cansaço proveniente dessa agitação toda, a programação televisiva de baixa qualidade, a preguiça e o mau hábito de leitura por grande parte da população são exemplos de vertentes pelos quais deixamos em segundo plano o lapidar do nosso grau de desenvolvimento cultura. Pertencemos a um período histórico em que a quantidade, a qualidade e a disponibilidade de conhecimento é um cenário nunca antes relatado. O advento da impressão, iniciado por Johannes Gutemberg no século XV, substituiu perfeitamente a transcrição, economizando bastante tempo, possibilitando uma produção de informação [jornais, revistas e livros] em larga escala. A internet veio a partir da década de 1960 pra selar esse processo de produção e divulgação em massa de conhecimento [é válido ressaltar que é preciso confirmar constantemente a veracidade do que é exposto]. A plataforma de possibilidades, de caminhos e métodos que a internet emana em relação ao contato produção de conhecimento-púbico alvo é inacreditável. Estima-se que somente o site de buscas Google processa cerca de 2 bilhões de pesquisas ao dia, inclusive essa que fiz pra obtenção desse dado. A gama de artigos científicos, procedimentos, livros em arquivos de formato digital, manuais, dentre outros, é inimaginável, e está disponibilizado quase em sua totalidade para quem tiver interesse e quiser acessar. Anteriormente, por exemplo, nas universidades, pra se ter acesso a um artigo científico, era preciso ler o resumo em livros específicos, pegar a numeração, encomendar o artigo e esperar vários dias pra chegar, impresso. Hoje, em 5 minutos, podemos ter acesso a dezenas deles, de todos os idiomas, formatos, tamanhos e assuntos. Portanto, devemos aproveitar mais essa facilidade excessiva que temos para com o conhecimento, explorar mais as bibliotecas, virtuais ou não, ler constantemente sobre o que se passa em jornalismo online, conferir o que é descoberto diariamente em pesquisas científicas e repassar o que for colhido, afinal, informação só é importante se for partilhada, se for conhecimento. Abra a mente, deixe a luz entrar, expanda suas perspectivas, saia do ócio e arrume um tempinho pra dar oportunidade ao novo acessar seu interior.