O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

59º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 0.3 s
Abertura: f/5
Distância focal: 55 mm
ISO: 1600
Horário: 20:51:43
Local: Centro de Cultura João Gilberto em Juazeiro-BA

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Desde quando passei a morar em Petrolina-PE, passei a acompanhar mais as atividades que envolvem apresentações em palco, pois como gosto de fotografar, isto se torna um ótimo sítio de registros. Já fazia isso em Jacobina, mas a frequência das apresentações era bem menor. Onde estou, são duas cidades divididas pelo rio São Francisco, com uma faixa de 500 mil habitantes no total, sendo natural haver uma maior dedicação, investimento e infra estrutura no intuito de proporcionar maiores e melhores espetáculos culturais, sejam eles dança, teatro e folclore regional. Mas não é o que de fato ocorre. O investimento, o apoio governamental através de projetos e de incentivos em vários âmbitos, a disponibilidade de artistas que praticam as artes acima citadas [muitas pessoas participam delas de forma gratuita, não havendo retorno algum a não ser o da renda da bilheteria], a existência de lugares especializados para pôr em atividade todo um planejamento [SESC, Centro de Cultura João Gilberto, conchas acústicas, etc], todos esses parâmetros existem, porém, falta em grande quantidade o que realmente move a vontade e o prazer de se apresentar: o público. É de entristecer quando o artista sobe no palco e percebe que sua platéia é mísera, ínfimo, potencialmente grandiosa, mas que só consta de amigos mais próximo, pessoal da organização e alguns curiosos. Fico a imaginar quando deplorável deve ser para o artista ao ver muito mais lugares ociosos do que expectadores, quão deve sofrer seu ego, sua estima, ao ver que seu trabalho de meses não pode ser apreciado da devida maneira, simplesmente porque quem deveria conferir não tem o hábito saudável de absorver cultura. Todos querem que seu esforço seja reconhecido, divulgado, requisitado para outros locais, cidades... Mas é complicado obter essa visibilidade se não existe público que possa divulgar efetivamente o que foi visto. Só por banner, televisão, rádio, big hand, não é suficiente, não há crítica nessas publicidades. É o público presencial que ver, que analisa, que critica, que opina, que sabe como abrir a boca pro mundo e dizer se valeu a pena ou não o ingresso. E isso tem faltado, infelizmente, nas atividades culturais em geral, pelo menos onde estou convivendo diariamente.

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