Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/15 s
Abertura: f/5
Distância focal: 135 mm
ISO: 1600
Horário: 08:54:17
Local: Em minha casa em Jacobina-BA
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Então. Nada é feito do nada, nada é buscado pro nada, não há sacrifício em vão, tudo existe um propósito. A conquista é o ápice do prazer e o humano não cessará essa busca nunca, pois é ela que vai movimentando essa enorme engrenagem. O desejo de superação, somente o ato de haver uma possibilidade de não acontecer e você fazer por onde de toda forma que isso ocorra, é algo supremo, digno. Passando pelo dia de hoje, fiquei a imaginar o que seria fotografado pro texto, ou vice versa. E curiando essas medalhas no quarto de minha irmã, me recordei de uma em especial. Essa maior, de um campeonato de Jiu Jitsu que participei, e como podem ver a data, foi realizado em Jacobina-BA em setembro de 2008. Veio aquele filme na memória, olhei pro pé direito, resolvi falar sobre isso hoje! Vou falar sobre minha única sutura, e de quebra, exagerada, com seus 13 pontos, dadas em um hospital público, com um atendimento deplorável. Quem quiser ver como ficou o corte, é só clicar AQUI. Vamos que vamos. Não estava treinando constantemente, mas o mestre achou que eu era merecedor de mudar a faixa. Sair da branca era uma vontade grande, porém, véspera de campeonato, poderia não ser tão bom quanto parece. Mas recebi, agradecido. Uma semana antes do campeonato, estava ajudando minha mãe com os afazeres domésticos e acabei me cortando com um vidro, corte profundo, atingiu os tendões, por pouco não precisei fazer uma cirurgia pra reparar o dano. Depois dos primeiros socorros, suturado, retornei pra casa, o pé minando sangue ainda, e o pensamento indo pro campeonato. Seria a primeira vez, havia uma ansiedade, havia um desejo. Tinha uma semana pra curar milagrosamente esse corte. Impossível, fato. Chega o domingo, ginásio cheio, etapa do Campeonato Baiano de Jiu Jitsu, e eu lá na arquibancada com o pé latejando de dor. A pesagem, a galera se movimentando, foi a adrenalina que eu necessitava. Comprei duas ataduras e comecei a enrolar o corte, apertando o suficiente pra não machucar e nem ficar vulnerável. Falei com o mestre e fui fazer minha inscrição, contra vontade de uns, e com o estímulo de outros. E meu nome foi chamado, me apresentei, ganhei a primeira luta... esperei o adversário, ganhei novamente. Pra mim, pra meus amigos, que sabiam do fato, já era minha vitória! Fui pra 3ª luta, e acabei perdendo. Disputei o terceiro lugar e ganhei. Praticamente lutava com um pé de apoio, o cortado ficava no ar, sem contato, 'morto'. Mas me superei, subi ao pódio e olhei aquele bando de gente, pensei em quantos guerreiros se superam diariamente, em todos os aspectos. Me senti orgulhoso, e sei que dei orgulho a muita gente. Voltei pra casa, e dei a medalha pros meus pais. Claro que recebi uma reclamação, mas no fundo, eles ficaram felizes com meu êxito. Busque o que deseja, mesmo nas adversidades, sempre há um caminho para suas realizações.

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