O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

57º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/10 s
Abertura: f/5
Distância focal: 90 mm
ISO: 1600
Horário: 19:15:47
Local: Parque de diversões Líder em Juazeiro-BA

Clique aqui pra ver a foto em tamanho maior


Tive que voltar ao parque. Aquela atmosfera ilusionista, aquele mundo de cores, de brinquedos, de crianças exalando inocência e alegria, de desafios apresentando patamares distintos a depender da idade e da coragem, gritos de alegria misturados com medo e receio, mães e pais e avós todos agoniados com tamanho alvoroço de tanta criança correndo em busca o primeiro lugar no brinquedo. Impossível não ser contagiado. Mas dessa vez não fui em nenhum brinquedo, já que tem uns considerados "nível adulto", capazes de produzir uma adrenalina extra. Fui fotografar um carrinho de merendas, carrinho este potencialmente tão influente quanto o pula pula, a casa monstro ou o bate bate. Ele é uma espécie de "amor à primeira vista", tamanha a quantidade de guloseimas fornecidas. É bala, é salgadinho, é chiclete, é pipoca... É um momento de satisfação pessoal escolher o que te faz bem, como em qualquer outro estágio e situação referente à sua vida. E é em momentos de escolha que tudo ao nosso redor continua a se mover, e nós temos que parar pra analisar o que nos convém e o que não é de bom grado. É justamente nessa análise que conseguimos observar quem realmente contribui significativamente em nossa vida, quem atrapalha, quem nada acrescenta, o que está sendo útil, o que precisamos podar, redistribuir, alimentar, sanar... Nessas paradas estratégicas que damos novo fôlego aos nossos objetivos, percebemos melhores oportunidades, traçamos novas rotas, mudamos o leme de acordo com o vento. Enquanto isso, uma gama de situações vão nos cercando, nada cessa, é impossível parar a roda gigante desse imenso parque. Podemos acompanhar o ritmo e sentar em uma cadeira, ou pular dela, mas com a devida cutela de não cair, nunca. Podemos mudar de brinquedos, podemos comer uma batatinha ou uma maçã do amor, o que não podemos é ficar estagnados no tempo, esperando as luzes do parque se apagarem e os brinquedos serem desmontados.

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