O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

33º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/640 s
Abertura: f/10
Distância focal: 800 mm
ISO: 100
Horário: 12:35:40
Local: Orla fluvial em Petrolina-PE, com vista pra Juazeiro-BA

Clique aqui pra ver a foto em tamanho maior


E lá vem Fevereiro, meu mês, e meu dia que é o 9, está prestes a chegar também. Vivendo na correria diária, tendo que agilizar múltiplas tarefas simultaneamente, em prol de um propósito maior, vamos pedindo aquela ajuda, aquela força, a quem acreditamos ser um ser superior a nós, responsável por reger todo esse universo. Hoje é comemorado o dia de Iemanjá, a Rainha das Águas, onde os devotos do candomblé, umbanda e alguns do catolicismo "presenteiam" Dona Janaína com cestos ornamentados e bilhetes contendo pedidos, que serão lançados em alto mar [ou em rios]. É uma festa que, como todas outras provenientes das mais diversas religiões, merece todo o respeito. É fundamental, pra manter a ordem e a pacificidade, que a idolatria alheia seja tomada como princípio pra vida destas pessoas, dessas etnias, e que não é de cunho de ninguém querer impôr uma verdade como única e inquestionável. É mais que preciso ser ecumênico, é preciso ser cauteloso pra lidar com essa temática, que não irei aprofundar, tanto por não conhecer as especificidades, quanto por não ser de costume colocar textos longos aqui. Mas sempre vão haver pessoas que estarão aptas a soltarem piadas e ir de encontro ao que todos chamam de fé, mas que cada um interpreta e vive da maneira que melhor lhe convém. Vi um diálogo em que foi postado um trecho de música pertinente à festa de Odoiá e uma outra pessoa comentou que estaria vendo tantas postagens relativas que estaria ficando devota por osmose. Claro, por mais que seja uma brincadeira, há uma pitada de malícia e de sarcasmo. É da democracia falar o que pensa, porém é da mesma democracia respeitar o que está sendo potencialmente ironizado. Escrever algo sobre os festejos é como comemorar o Natal: não é preciso ser católico pra entrar no clima, e nem é obrigatório aderir à causa só porque mencionou algo. Além disso, é enorme a possibilidade de se admirar a fé de quem preza por manter as tradições seculares, além da festa em si, com a história, a importância sócio-cultura, a logística e os fundamentos pra que tudo se realize. Não é válido é negar as origens, e o sincretismo é indispensável para que não haja mais transtornos com assuntos perfeitamente contornáveis. Axé pra todos e que Deus os abençoe.

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