Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/30 s
Abertura: f/4
Distância focal: 18 mm
ISO: 1600
Horário: 15:23:43
Local: Em minha casa em Petrolina-PE
Clique aqui pra ver a foto em tamanho maior
Pra quem conhece um pouco de fotografia, uma das 'regrinhas' fundamentais pra composições é a chamada regra dos terços, que consiste em dividir o retângulo proporcional de 10x15 cm em 9 partes praticamente iguais. Essa formação possibilita uma melhor distribuição dos elementos na composição, fazendo com que a fotografia tenha um destaque maior, seja mais atrativa, coerente, agradável de ser lida. Essa formação realizada a partir de duas linhas verticais e duas linhas horizontais [de fato, na fotografia acima falta uma linha na vertical] é essencial para que o olhar do observador vá procurar o objeto central que a fotografia quer repassar. Cabe ao fotógrafo saber colocar tais objetos mais importantes nos pontos áureos, que nada mais é do que o local onde há a junção das linhas. A leitura da fotografia é feita pelo nosso cérebro partindo da esquerda pra direita e de cima pra baixo, caracterizando o canto inferior direito como o 'principal' local do enquadramento, onde temos percepção mais crítica do que for posto ali. Algumas câmeras fotográficas já vêm com a opção de aparecer a grade ilustrativa da regra dos terços, simulando em tempo real como que a fotografia estará melhor distribuída. Esse recurso é importante, mas com o passar do tempo, torna-se algo automático, e sem mesmo haver a grade, tenderemos a praticar essa técnica. Porém, chega um momento em que essa técnica passa a ser intencionalmente "quebrada", modificada, manipulada pelo fotógrafo, onde ele tenta repassar algo diferente, interativo, criativo. Adentrar ao ponto de modificar uma regra não é do dia pra noite; é preciso saber da importância que ela tem e da responsabilidade que seu ato terá na concepção fotográfica. Para quem está iniciando agora nesse mundo fascinante da fotografia, seguir os parâmetros considerados ideais para um bom registro é importante pra assimilar o que ele viu e conciliar com o que ele quer passar, criando uma coerência entre a intenção e o resultado final. Pra o observador, é válida a capacidade de analisar criticamente, tendo a petulância de dizer que não entendeu, que não gostou, dar dicas de como melhorar e de ser for o caso, se atrever a pegar a câmera e clicar a mesma ideia, mas com o seu ponto de vista. Verá que a fotografia é mais cativante do que se pode imaginar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário