O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

35º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/5 s
Abertura: f/5.6
Distância focal: 208 mm
ISO: 1600
Horário: 20:37:51
Local: Avenida Raul Alves, Bairro Santo Antônio, em Juazeiro-BA

Clique aqui pra ver a foto em tamanho maior


Deplorável é o estado em que o alcoolismo deixa o cidadão. É angustiante ver a depreciação da potencialidade de um ser humano perante um consumo excessivo de uma droga lícita, facilmente encontrada e de preço acessível. A situação é crítica e perceptível em níveis drásticos, tanto socialmente quando politicamente. Os esforços de campanhas veiculadas em todos os tipos de meios de comunicação parecem não surgirem o efeito desejado. Andando pelas ruas, é possível, e tristonho, ver bêbados passando em meio ao trânsito caótico, bêbados deitados nas calçadas, de dia e de noite, em busca de um repouso consolador, reconstruidor, ver bêbados pedindo esmolas pra poder se alimentar e alimentar também o vício que os assola. Muitos encontram no alcoolismo um meio de fugir dos problemas, de esquecer momentaneamente tudo o que está devastando a alegria do cotidiano. Porém, esse escape se torna constante, se torna um meio de sobreviver, já que conscientemente, a vergonha do estado próprio deve ser mais angustiante ainda. O esquecimento por parte da família colabora, em certos casos. O descuido, a indiferença em se preocupar, saber o que o próximo tá passando, em oferecer alternativas viáveis pra sanar o problema, ou amenizar, é um detalhe que poderia fazer uma diferença extraordinária. Amigos de verdade, não se abandonam, em hipótese alguma. Estarão sempre lado a lado, evitando a queda alheia, e se isso ocorrer, se auxiliando a levantar, sempre com cabeça erguida. Os grupos para alcoólicos contribuem socialmente tentando retirar dessa mazela os viciados que querem, que se permitem, que demonstram força de vontade de superar o problema e manter uma rotina sadia, fisicamente e mentalmente. O poder público colabora insignificativamente. Apenas campanhas não são suficientes para conscientizar o público alvo. É preciso medidas mais severas, mais eficientes, onde o domínio de todo o processo desde a produção da bebida, passando pelo consumo, venda e estado em que se encontra o viciado, seja perfeitamente controlado. Impostos altos, como os do cigarro, seria uma boa iniciativa, porém, o poder das indústrias corrompe facilmente o Estado, impossibilitando uma melhoria nesse aspecto. Já impostos para as necessidades básicas diárias da população crescem inestimavelmente, impactando irracionalmente na condição financeira dos mesmos.

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