O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

41º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/1250 s
Abertura: f/10
Distância focal: 250 mm
ISO: 400
Horário: 15:33:10
Local: Quintal da casa de Vó Carminha em Itaitú-BA

Clique aqui pra ver a foto em tamanho maior


A delicadeza das decisões deve ser interpretada como a beleza de um rosa. O ímpeto não pode ser levado em consideração quando um momento expressivo se conduz. A narrativa mal interpretada, despida de racionalidade e coerência, é o estopim para que situações simplesmente contornáveis se transformem em condições severamente adversas. Há uma grande possibilidade de uma atitude imatura se destrinchar e acarretar problemas que muitas vezes machucam de uma forma tão grotesca que todo o apreço e amor antes idolatrado se desprende, passando a imperar a raiva, o ódio e a indiferença. A rosa tem seus espinhos, que a protege das mais diversas situações. A rosa tem seu perfume característico, único; tem sua cor e formato inconfundível; tem suas dificuldades para nascer e florescer; tem suas resistências climáticas e edáficas bastante sensíveis, requerendo cuidados muito especiais; porém só quem planta e quem recebe uma rosa vai saber o verdadeiro significado dela. Só quem tem o prazer e privilégio de desfrutar a magnífica sensação de gratidão, de admiração, de afeto e de amor que é lhe dar com uma rosa, ou várias delas, de todas as cores, é que vai perceber o patamar da comparação acima citada. É sublime a força que uma decisão tem, é inquestionável a delicadeza que a rosa apresenta. Una esses dois parâmetros e veja por onde passa o fio que separa o certo do errado, o útil do desnecessário, a calma da ira, o ódio do amor. Perceba que é singelo o limite entre ficar quieto e esperar a cabeça esfriar pra conversar ou abrir a boca sem pensar e dizer coisas sem nexo e ter que arcar com as consequências. Em muitas situações, esse limite é ultrapassado, implicando discórdias insuperáveis. Contorne momentos difíceis de maneira eficaz, com cautela, atentando às palavras sem funcionalidade alguma, ditas da boca pra fora, no calor de uma discussão, que ferem no olhar, no ouvir, no sentir. Cative sua rosa, cuide dela no seu jardim, faça sua beleza exalar a cada instante, atraindo mais e mais benefícios. Não permita que a rosa seja despetalada por ocasiões banais, pois aquela exuberância toda pode se tornar lágrimas com um patético bem-me-quer mal-me-quer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário