O título do blog é referente a cada um dos dias do ano em que fotografei e escrevi algo e postei por cá.
Todo dia ele será atualizado, com uma foto e um textinho feitos no dia, e que vai variar de acordo com o tempo,
a paciência e os sentimentos envolvidos no momento.
Espero que gostem, se envolvam, opinem, compartilhem experiências similares, enfim, interajam com as postagens.
E divulguem sempre que puderem e acharem que é válido!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

22º dia.


Câmera: Canon EOS Digital Rebel XSi
Exposição: 1/100 s
Abertura: f/5
Distância focal: 55 mm
ISO: 800
Horário: 17:54:31
Local: Orla de Juazeiro-BA, observando Petrolina-PE

Clique aqui pra ver a foto em tamanho maior


Confesso que os dias têm sido corridos, principalmente nas terças e quintas. Terça-feira tenho aulas de 7 às 12 h e 13 às 18 h, deixando bastante escasso o tempo livre pras demais atividades extra universidade. Mas tenho que dar continuidade ao blog, impossível pensar em parar apenas no 22º dia! É um projeto pra o ano TODO! Daí, o olhar tem que estar aguçado, ter sorte, ou criar uma oportunidade. E foi o que aconteceu! Saindo da aula de tardezinha, muitos trovões, raios e chuva abençoavam o Vale, deixando os sertanejos pulando de alegria, ao mesmo tempo que deixava os produtores de uvas preocupados, pois a exposição do parreiral à quantidades descontroladas de água não favorecem à qualidade exigida pelos mercados consumidores para os seus produtos. Que contradição! Pra eles, é preferível a irrigação, pois há um controle adequado da quantia de água diária suficiente pra suprir as necessidades do cultivo. Sempre que saio da aula nesse horário, dou uma volta pela orla fluvial, observando as pessoas fazendo atividades físicas, outras passeando com animais de estimação, outras batendo um simples papo cotidiano, outras trabalhando, outras fazendo absolutamente nada... Cliquei essa imagem no intuito de mostrar o temporal que estava caindo por trás da cidade de Petrolina-PE, mas observando com mais cautela, criticamente, percebi a controvérsia de valores adotados nas duas orlas. De um lado, prédios altos, habitados pela elite Petrolinense, e do outro, uma barraca. Disposta diretamente no solo, sem proteção alguma, sem comprometimentos à encargos tributários, sem energia elétrica, água potável, sem saneamento básico, sem condições de moradia. Mas lá mora, gente, da gente, gente que passa despercebida aos olhares do poder público, menosprezada, discriminada, vivendo à mercê das más atitudes políticas adotadas diariamente. Residir praticamente no mesmo local, em margens distintas, nem sempre é indicativo de qualidade de vida boa. Orla por orla, os dois fazem parte dela, mas um praticamente ver o abismo social de lá de cima, da sua cobertura, e o outro ver sua realidade cruel e avassaladora de perto, cara a cara, imaginando que se aquela chuva vir pro lado dele, a noite será acordada, tirando água da barraca com uma vasilha seca de margarina. 

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